Ulisses permaneceu em silêncio por alguns segundos.
Ambos ocupavam posições de poder havia muito tempo; sabiam como manipular as emoções humanas e ler nas entrelinhas, cada um à sua maneira.
Martim percebeu que a oferta havia instigado a curiosidade dele.
Como esperado, Ulisses perguntou:
— Qualquer condição?
Martim o encarou de volta:
— Jovem, não seja tão ganancioso.
Ulisses replicou:
— Estamos todos no mesmo círculo, cruzamos caminhos com frequência. Eu não poderia pedir o impossível.
Martim ergueu a mão, gesticulando para ele:
— Pode falar.
Ulisses declarou:
— Eu quero o terreno na Travessa Chehe da Cidade L.
Martim riu com desprezo:
— E você não chama isso de pedir o impossível?
Ulisses argumentou:
— Lá não é permitido construir. Para você, deixá-lo parado não tem utilidade nenhuma.
— Não poder construir agora não quer dizer que nunca se poderá. Fica no centro da cidade, uma zona tranquila no meio da agitação. Mesmo sem autorização para desenvolvimento, você deve saber a quanto chegou a especulação por aquele terreno.
— Para mim, dinheiro é só um número — Ulisses respondeu. — Acredito que para o Sr. Guedes, o mesmo se aplica.
Martim o observou:
— Só essa condição?
Ulisses confirmou:
— Só essa condição.
— Posso perguntar por que você se interessa tanto por essa travessa?
Ulisses explicou:
— Porque foi lá que eu e minha esposa nos conhecemos pela primeira vez.
Martim ficou surpreso:
— Você é casado?
— Ainda não, estou trabalhando nisso. — Ulisses confessou. — Para mim, é um lugar cheio de boas lembranças. O governo não permitir que ele seja desenvolvido é perfeito para mim; eu quero mantê-lo assim.
Martim deu um sorriso:
Ele apertou a mão dele de volta, desta vez com mais sinceridade:
— O prazer foi meu. Sr. Serpa, obrigado.
Em seguida, almoçaram juntos numa atmosfera não muito agradável.
Apesar de fecharem o negócio, ambos possuíam uma certa arrogância; especialmente Martim, que beirava os cinquenta anos. Olhando para Ulisses, pensou que gostaria de ter um sucessor tão brilhante.
Era uma pena que ele não tivesse filhos próprios, e os sobrinhos, filhos de seus irmãos, eram inúteis que não valiam o prato que comiam.
Martim não se conteve e perguntou:
— E quem seria a noiva do Sr. Serpa? De qual família é essa garota?
— Ela... Pode ser uma decepção para o senhor, mas ela não vem de nenhuma família tradicional. — Ulisses respondeu. — Ela é apenas a mulher que eu amo.
Martim compreendeu:
— Então, desejo-lhes muitas felicidades para sempre.
— Agradeço as boas palavras.
Depois que se separaram, Ulisses voltou para o hotel.
Luana, após ter almoçado, estava deitada na cama quase adormecendo.
Ainda sonolenta, percebeu que havia mais alguém ao seu lado.
O perfume e a respiração familiares lhe trouxeram conforto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...