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Desta Vez, Sou Eu Que Te Abandono romance Capítulo 49

— Zélia, você já conhecia o Sr. Nunes antes?

Havia uma tensão oculta entre os dois, que Zélia não percebeu. Ela respondeu:

— Sim, Gilberto é meu irmão, dois anos mais velho que eu.

— Entendi.

Ao ouvir Zélia chamar Gilberto de irmão, ficava evidente que a relação entre eles ainda era um tanto distante, nada íntima. Pelo menos por ora, Zélia não demonstrava nenhum interesse por Gilberto, o que trouxe certo alívio a Marcelo.

— Zélia, a sobremesa está ótima, coma mais um pouco.

Marcelo havia percebido que Zélia estava se deliciando com as sobremesas, e logo percebeu que ela gostava muito de doces.

— Obrigada, Marcelo.

Ele fazia questão de demonstrar, diante de Gilberto, uma relação especial com Zélia, como se fosse uma espécie de aviso e afirmação.

Veja só, você ainda é apenas Gilberto, mas Zélia fala comigo diretamente pelo nome.

Quem está mais próximo e quem está mais distante, isso era óbvio.

Zélia apenas achou o clima um pouco estranho, mas não teve tempo de pensar muito, pois de repente sentiu a cabeça ficar levemente tonta.

As duas taças de vinho de frutas que ela havia tomado antes, embora não tivessem causado efeito imediato, agora começavam a subir, deixando-a meio zonza.

Gilberto e Marcelo rapidamente perceberam e ambos ficaram apreensivos.

— Srta. Rocha, o que aconteceu?

— Zélia, você não está se sentindo bem?

— Não é nada, só tomei duas taças de vinho de frutas e agora estou um pouco tonta.

Zélia raramente bebia, e se embriagava facilmente. Achou que um pouco de vinho de frutas não faria mal, mas não esperava que tivesse tanto efeito.

Seria aquilo uma daquelas histórias de reconquista cheia de sofrimento?

Marcelo cerrou os punhos, mas nada pôde fazer. O mesmo valia para Gilberto, que observava tudo impotente.

Seus olhos, vermelhos, pareciam venenosos. Se olhares matassem, Sérgio já estaria morto naquele momento.

Para Zélia, tudo aquilo parecia uma piada, especialmente o "Zélia, eu te amo", que soou como a frase mais absurda que já ouvira.

Sérgio tirou do bolso o anel de diamantes, que, sob a luz, brilhava com cinco quilates de pura ostentação.

Dizem que diamantes são para sempre, mas Zélia há muito já não acreditava em eternidade.

Ao ver Zélia pegar o anel, Sérgio esboçou um sorriso de esperança, enquanto os rostos de Marcelo e Gilberto se fecharam.

— O que está quebrado não se conserta, Sérgio. Nós dois nunca mais.

Zélia soltou o anel, que caiu no chão com um som seco...

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