— Querida? — Meu pai balançou a cabeça, os olhos voltando a focar. Depois passou a mão no queixo. — Você precisava ter batido tão forte?
Assenti, confirmando, e lancei um olhar para Aurora.
— Tem alguma coisa acontecendo. — Olhei para a mulher encolhida nos braços do meu pai, segurei o braço dela e a tirei dali, jogando-a no chão e dizendo com firmeza. — Larga ele!
Nix tomou a frente e meus olhos brilharam.
O grito dela doeu nos meus ouvidos quando ela caiu, mas me virei de volta para meu pai e Ronnie. Então, lancei um olhar para Cass, e ela veio quando assenti.
— Alfa Devlin, Beta Ronnie. — Ela sorriu para eles e ficou atrás de mim.
— O que está acontecendo?
— Essa loba está liderando a revolta entre os sem classificação, usando o poder deles contra os lobos mais fracos, Alfa. — A Beta feminina, Tina, se aproximou e sorriu para mim.
— Como se atreve! — Aurora se levantou e tentou tocar no meu pai de novo.
Mas eu impedi, rosnando. — Não encosta nele.
— Quem é você pra me dar ordens? — Aurora tentou encostar nele, mais uma vez.
— Ela é minha filha. E a única Alfa feminina dessa alcateia. — Meu pai respondeu, com o lábio curvado de nojo. — Aurora, vamos conversar sobre isso amanhã.
Em seguida, meu pai segurou meu braço e me levou de volta para a frente da sala. Cass e Ronnie nos seguiram.
— Sejam bem-vindos. — A voz do meu pai ecoou pela sala, e todos abaixaram a cabeça. — Amy veio aprender durante o verão, então teremos uma Alfa feminina por aqui nesse período. Obviamente, algumas coisas aconteceram sem que eu percebesse. Mas a partir de agora, ela vai cuidar disso.
Meu pai me empurrou para frente e eu encarei a alcateia pela primeira vez.
— Olá a todos. — Acenei com a mão, e ouvi alguém resmungar e cochichar algo sobre uma Alfa feminina. Então decidi liberar toda a força da minha aura de uma vez. Quando soltei o ar, meu poder atingiu todos de frente, e todos caíram de joelhos. Onda após onda de poder os esmagava e, pela primeira vez em muito tempo, eu consegui respirar.
— Já deu, querida. — Meu pai sussurrou entre os dentes, e eu assenti.
— Quais são as chances de algum tipo de feitiço ou poção do amor terem sido usados em você? — Sussurrei. Em meio ao burburinho das conversas.
— Poucas, mas não é impossível. Por quê?
Arregalei os olhos.
— Você só pode estar brincando. — Dei um tapa no braço dele e apontei para trás. — Você não se lembra de que eu tive que te dar um soco na cara porque ficou todo bobo pela Aurora?
— Não... Na verdade, não. — Meu pai franziu o rosto e depois balançou a cabeça. — Não consigo pensar direito.
— Exatamente por isso acho que tem alguma coisa acontecendo. — Balancei a cabeça e me virei para encarar a multidão, cruzando olhares furiosos vindo da Aurora e da Amanda. Mas elas aprenderiam o lugar delas, mais cedo ou mais tarde.
— Vou deixar tudo nas suas mãos. — Meu pai se inclinou e beijou minha bochecha. — Você vai me proteger, não vai?
— Claro. — Sorri pra ele e fui me enturmar.

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