Nós nos despedimos no saguão principal quando o elevador parou para Jora descer.
— Diz para sua esposa aproveitar a horta. — Eu sorri enquanto ele saía.
— Ah, eu sei que ela vai. Obrigado mais uma vez. — Jora girou o corpo, deu um aceno rápido e a porta se fechou. Então seguimos para a cobertura.
— Ai, estou nervosa. — Wendy quase vibrava no lugar.
— Por quê? — Eu ri enquanto tentava equilibrar minha horta para pegar as chaves no bolso. Wendy balançou a cabeça e a tirou das minhas mãos.
— Me dá isso aqui. — Eu tentei segurar, mas ela riu.
— Você já está com suas sacolas, a comida, a horta e a bolsa. Como é que vai pegar as chaves para abrir a porta? — Ela me repreendeu como se eu fosse uma tola. Toya, que carregava a horta delas, apenas sorriu de lado.
— Toya. — Eu ri para ela, mas o sorriso dela só aumentou.
— Não olha para mim. Ela começou a me provocar faz uns meses. Você ensinou ela a lutar, mas esse bullying do bem ela aprendeu sozinha.
Nós duas rimos, e Wendy nos interrompeu:
— Ei, eu não sou bully.
Ela resmungou, nos fazendo rir ainda mais.
— Estou ajudando.
— É isso aí. — Eu apontei para Wendy e finalmente consegui tirar as chaves da bolsa. — Precisamos arrumar para você uma camisa escrito: “Não estou sendo bully, estou sendo agressivamente prestativa.”
Toya caiu na gargalhada quando Wendy ficou vermelha como um tomate.
— Vamos, é só brincadeira. — Eu saí do elevador e abri a porta do meu apartamento. As duas entraram e colocaram as hortas no chão.
— Hora da magia? — Toya bateu palmas, mas eu balancei a cabeça.
— Primeiro vamos comer. A comida vai esfriar antes de chegarmos na metade do feitiço.
Fui até a cozinha e larguei as sacolas. Cada uma pegou sua comida e nos sentamos na sala para comer.
— O que vamos fazer? — Wendy deu uma mordida enorme no hambúrguer.
— É, qual é o plano?
Eu hesitei.
— Preciso descobrir o que está matando minhas lobas. — Dei uma mordida no meu sanduíche e Toya assentiu. Mas Wendy começou a engasgar. Toya se inclinou e deu tapinhas nas costas dela.
— Vamos lá. — Ela bateu mais forte enquanto Wendy continuava engasgada, ficando vermelha. Um pedaço de carne voou da boca dela quando ela finalmente conseguiu respirar. — Aí está.
Wendy levantou o rosto cheio de lágrimas para encontrar meu olhar preocupado.
— Você está bem? — Eu entreguei alguns guardanapos para ela.
Ela pegou para secar o rosto.

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