Nix correu por entre todos no campus e disparou rumo às árvores. Eu recuei o suficiente para ficar pairando sobre nossa magia, puxando dela para alimentar poder no meu corpo e nos corpos das meninas.
— Como isso é possível? — Toya me chamou, e eu ri.
— Magia. — Nix retrucou, e algumas das meninas uivaram.
Passamos da linha da borda das árvores e começamos a serpentear entre os troncos.
— Nix? — Chamou Thistle, a loba de Hanna.
— Sim?
— Para onde estamos indo? — Ela perguntou, acelerando o passo.
Pensei em Carly. Ela tinha, no máximo, sete anos, mas no telefone soara mais nova, algo como cinco ou seis. Eu sabia onde ela estava, a cabana da minha avó, porém, a partir dali, eu não fazia ideia. Mesmo assim, eu confiava na Deusa da Lua e confiava nas minhas lobas.
— A Deusa da Lua vai nos mostrar o caminho. — Nix respondeu de volta, e eu assenti.
Megan se aproximou mais da barreira.
— Megan? O que você está fazendo?
Ela me olhou e depois olhou para Nix.
— Você está desperdiçando magia, alimentando Nix. Foque nas meninas. Eu vou enviar minha força para Nix. Assim teremos a sua força e a nossa magia para salvar a garota.
Pensei na vozinha de Carly e concordei.
— Nix?
— Por mim, tudo bem. A gente só precisa chegar lá.
Eu assenti e recolhi a magia, entregando o fardo apenas para Megan e Nix. Houve um uivo ao longe, que soou familiar, mas afastei aquilo da mente. Aquilo não era importante.
Carly era.
Nos enredamos cada vez mais para longe da escola, e o pânico começou a me tomar. Como, exatamente, deveríamos simplesmente aparecer à beira de um oceano? Eu sabia, racionalmente, que estávamos perto de um, a escola ficava junto da costa. Mas era a costa certa?
Fechei os olhos e invoquei a Deusa.
— Mãe, eu preciso de você. Deusa da Lua, nós imploramos a sua intervenção.

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