— Mãe, pare de sonhar.
— Eu e Clara somos impossíveis.
— Mesmo se eu quisesse o divórcio, Catarina teria que concordar.
— E tem a família da tia-avó também.
— Você não vai levar em conta a relação entre as duas famílias? — Disse Ayrton.
Como ele não queria o divórcio?
Queria deixar aquela mulher nojenta e assustadora.
Mas Catarina não largava o osso.
E devido à pressão da família Gomes, ele não tinha saída no momento.
Ele e Clara não tinham mais chance alguma.
Divorciar ou não, já não tinha muito significado.
— Você é muito teimoso!
— Se quiser o divórcio, eu e seu pai te ajudaremos.
— Falaremos com a família Gomes também.
— Afinal, foi ela quem te drogou naquela época.
Ayrton ficou em silêncio.
Agora, voltar para casa o deixava irritado.
Além da guerra com Catarina, havia a insistência dos pais.
— Que história é essa de drogar?
— Vocês dois estão falando mal de mim pelas costas de novo? — Catarina voltou.
A mãe de Ayrton revirou os olhos.
Catarina aproximou-se e jogou a bolsa de qualquer jeito no sofá.
— Ayrton, por que você pediu demissão? — Catarina questionou.
— Demissão? O que você quer dizer? — A mãe de Ayrton olhou chocada para Catarina.
— Ah! Você ainda não sabe?
— Seu filho pediu demissão.
— Eu também acabei de saber.
— Estava tudo indo bem, por que pedir demissão?
— Um cargo tão bom de Gerente Financeiro e você largou assim!
— O que você tem na cabeça?
A mãe de Ayrton ficou desesperada.
— Filho? Você pediu demissão mesmo?
— Sim.
— Não aguento ficar naquela empresa nem mais um minuto.
— Quem quiser ficar que fique, para eu não ter que ver e sentir nojo!

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