Helena olhou para a irmã. Ao lado de Clara estava Ayrton Farias.
— Ayrton, o que você está fazendo aqui?
Ayrton piscou, completamente confuso.
— E por que eu não estaria? Sou seu cunhado.
Helena: “...”
Nesta linha do tempo, Clara e Ayrton estavam juntos, e até casados!
Helena precisava descobrir o que exatamente estava acontecendo.
Ela se arrumou às pressas e saiu, indo direto para a sede do Grupo Silveira.
No saguão da empresa, como esperado, ela viu Daniel.
Ele usava um terno de alta costura sob medida. Arrogante, gélido e inatingível, caminhava com uma postura que exalava poder.
Ele saía da sala de conferências, seguido por um grupo de executivos.
Os olhos de Helena se encheram de lágrimas.
— Daniel!
Helena correu e o abraçou com força.
Seu coração quase saltou pela boca. Ela estava podendo abraçá-lo novamente, e ele estava quente, vivo, e não deitado num caixão de gelo.
A atitude de Helena deixou todos ao redor em estado de choque!
As pessoas observavam a cena, incrédulas.
O CEO deles sempre manteve distância de qualquer mulher. Bom, exceto de sua prima de consideração.
Como era de se esperar, no segundo seguinte, Daniel a empurrou com brutalidade e zero empatia.
— Senhora, exijo que tenha compostura! — ele pronunciou cada sílaba de forma cortante, com uma clara repulsa no olhar.
— Daniel, sou eu, Helena! Você não se lembra de mim?
— Não faço ideia de quem seja Helena, e eu não conheço você!
Helena ficou petrificada.
Será que, ao reverter o tempo, o destino de Daniel havia mudado a ponto de ele não a reconhecer mais?
Naquele momento, uma garota vestida com elegância impecável se aproximou.
Helena olhou bem. Era Iolanda Peregrino!


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