Mais tarde, Serena Mascarenhas Silveira e Chloe deram uma espiada no quarto. Sem desconfiar de nada, saíram em seguida.
Naquela noite, Helena foi mais uma vez obrigada a dividir o quarto com Benjamim Silveira.
De madrugada, Helena sentiu braços a envolvendo. Ela tomou um susto terrível.
Mas, ao reconhecer aquele perfume inconfundível, ela relaxou a guarda.
— Daniel?
— Helena, vem comigo. Eu vou te tirar daqui! — sussurrou Daniel.
De repente, a luz do quarto foi acesa. Benjamim Silveira os encarava, de pé perto do interruptor.
— O que significa isso? Invadindo o meu quarto para sequestrar a minha esposa? Você não acha que já passou dos limites? — indagou Benjamim Silveira, com um tom implacável.
Daniel encarou Benjamim Silveira.
— Finalmente desistiu de se fingir de louco?
— Daniel, se você quer levar a garota embora, acho bom perguntar se eu concordo primeiro. Ela já casou comigo. Nós já transamos! E logo, logo, ela estará carregando um filho meu! — provocou Benjamim Silveira.
— Benjamim Silveira, que merda você está falando?! — indignou-se Helena.
Daniel explodiu de ódio. Ele se jogou em cima de Benjamim Silveira e acertou-lhe outro soco na cara.
Benjamim Silveira também não deixou por menos e perdeu a paciência.
— Quem você pensa que é? Mais cedo eu deixei você me bater. Você realmente acha que sou um idiota que qualquer um pode esmagar?
Dito isso, ele revidou com força total.
E, mais uma vez, os dois começaram a quebrar tudo pelo quarto, esmurrando-se sem piedade.
— Parem de brigar! Parem! Daniel! Será que vocês não conseguem parar com isso?! — gritou Helena.
De manhã, Benjamim Silveira ainda estava mantendo o disfarce, então não tinha usado toda a sua força.
Agora, movido por anos de rancor acumulado contra Daniel, ele estava lutando para matar.
Era uma luta até a morte. O nariz e a boca de ambos já jorravam sangue.
— Seu desgraçado! Você teve a audácia de encostar na minha mulher! Hoje eu acabo com você! — berrou Daniel.
Não demorou muito para que o barulho infernal chamasse a atenção da casa inteira.
A primeira a abrir a porta foi Serena Mascarenhas Silveira. Ao ver Daniel e Benjamim Silveira rolando no chão, ela entrou em pânico, mas não tinha força para separá-los.
Logo depois, o caos acordou Xavier e os outros residentes da mansão.
— Daniel, para com isso! Quem te deu o direito de bater no meu filho? Para! Para agora! — gritava Serena Mascarenhas Silveira.
— Seguranças, separem os dois! — rugiu Xavier.
Só então os seguranças invadiram o quarto, puxando e imobilizando os dois rivais.
— Daniel, no meio da madrugada, o que você pensa que está fazendo?! Este é o quarto do meu filho! Você invade a casa para espancar o meu menino. Você não tem mais limites?! Olhe para o estado do meu filho! — lamentava-se Serena Mascarenhas Silveira, com o coração sangrando pelo machucado de Benjamim.
— Daniel, você já passou de todos os limites! Não foi o suficiente a confusão que você armou de dia? Agora você vem até o quarto arrumar briga? O Benjamim Silveira pode não bater bem da cabeça, mas você não pode humilhar as pessoas desse jeito!
— Não bate bem da cabeça? Hahaha! — riu Daniel, com a voz carregada de um profundo sarcasmo.

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