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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 420

Naquele exato momento, Eduarda sentiu que nem o crepúsculo romântico, nem os fogos de artifício deslumbrantes, nem a música clássica envolvente eram capazes de comovê-la tanto quanto a declaração de Franklin.

Todo o esplendor do mundo não se comparava à ternura da confissão de quem se ama.

Eduarda sentiu que seu coração, que antes vagava à deriva, finalmente havia encontrado um porto seguro. A partir de agora, nenhuma tempestade do mundo seria capaz de abalar sua paz.

Abraçados, os dois absorveram o calor e a segurança um do outro.

De repente, o som das explosões ecoou no alto. Fogos de artifício coloridos e cintilantes foram lançados da orla, iluminando a imensidão azul-escura do céu noturno com clarões vibrantes.

A atenção de Eduarda foi capturada pelas luzes e, enquanto observava o espetáculo, o reflexo dos fogos iluminou por completo o fundo de seus olhos. Aquele instante era tão perfeito que parecia um sonho.

— Franklin, sabe de uma coisa? — Eduarda não resistiu e desabafou. — Eu costumava ter um sonho que também se passava na praia. Mas não era um sonho bom, era um pesadelo. Eu sonhava isso com frequência e sempre acordava assustada.

Preocupado, ele apertou a mão dela e perguntou:

— Como era esse sonho?

— No sonho, eu ainda era uma garotinha e me esforçava muito para me aproximar de alguém. No fim, eu até conseguia salvar essa pessoa, mas ela me tratava com crueldade. Era essa mesma pessoa que me empurrava naquelas ondas escuras e revoltas. Eu afundava no mar aos poucos e sentia que estava sufocando.

Eduarda detestava se lembrar daquele pesadelo, mas a imagem nunca deixava de atormentá-la.

— Desde que esse sonho começou, eu passei a ter pavor do mar. Tinha medo das ondas me engolindo, medo daquela sensação de asfixia causada pela água. Todas as minhas lembranças ligadas ao mar eram dolorosas.

Ao ouvir aquilo, a expressão de Franklin ficou tensa. Ele segurou as mãos dela com mais firmeza, tentando lhe transmitir força.

Sentindo o conforto daquelas mãos quentes e seguras, Eduarda ergueu o rosto e sorriu.

— Mas eu sinto que nunca mais vou ter medo de nada disso.

— Por que você diz isso? — ele a olhou com preocupação e ternura.

— Por sua causa — respondeu Eduarda. — Você me tirou daquele pesadelo à beira-mar. De agora em diante, toda lembrança assustadora que eu tiver do oceano vai ser substituída pelas coisas lindas que você me proporcionou. Obrigada, Franklin. Obrigada por não me deixar mais sentir medo. Obrigada pelo seu amor.

A angústia de Franklin se desfez, e ele a puxou de volta para os braços.

Com a voz suave de sempre, sussurrou:

— Se você quiser, eu posso dar novas cores a todas as suas memórias ruins. A partir de hoje, a sua vida vai ser feita só de coisas boas.

Sentindo-se leve, Eduarda decidiu provocá-lo um pouco.

Capítulo 420 1

Capítulo 420 2

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