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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 423

Damiano respondeu:

— Certo. O Sr. Machado não está no momento, mas eu vou repassar o recado.

Sabrina agradeceu e foi embora.

Damiano conferiu as horas, também saiu da empresa e dirigiu até o campo de golfe, onde ficou esperando Cícero terminar.

Cícero saiu acompanhado de alguns estrangeiros de terno, e a conversa parecia correr bem. Era raro Damiano ver Cícero demonstrar algum interesse genuíno por alguma coisa.

Desde o acidente de carro e o misterioso desaparecimento de sua ex-mulher, Cícero havia perdido completamente o foco no trabalho. Vê-lo assim trazia certo alívio a Damiano.

Quando Cícero se aproximou, Damiano abriu a porta do carro para ele.

No caminho, falou sobre o assunto de Sabrina. Cícero olhou para o relógio e perguntou:

— Temos algum outro compromisso na sexta-feira?

— Nenhum, Sr. Machado.

Naturalmente, Damiano já havia conferido a agenda antes de levar o assunto a ele.

— Certo. Então chegue mais cedo naquele dia — orientou Cícero.

Ele já começava a planejar mentalmente como conduziria as negociações com Sabrina e Ember na sexta-feira, para tentar convencê-las a trabalhar para a empresa.

Mas, enquanto pensava nisso, sua mente vagou sem rumo e acabou, como sempre, parando na imagem de uma única pessoa.

Por mais que tentasse se anestesiar no trabalho, preenchendo cada segundo para não ter tempo de pensar nela, Cícero ainda era incapaz de esquecer Eduarda.

O nome dela, gravado em seu coração, funcionava como uma maldição implacável. Bastava um instante de distração para a realidade voltar a esmagá-lo: ele continuava sem Eduarda, e essa ausência jamais deixava de doer.

Cícero sentiu um cansaço profundo na alma. Recostou-se no banco do carro e, mais uma vez, teve a sensação de que todas as coisas do mundo haviam perdido o brilho e o sentido, tornando-se insossas e vazias.

A saudade estava entranhada em seus ossos, torturando-o com a mesma intensidade da devoção que sentia por ela.

Tudo aquilo tinha sido culpa sua. Ele não podia culpar mais ninguém. Restava-lhe apenas o desprezo por si mesmo.

Às vezes, ele pensava que, se tivesse sido tratado daquela forma por Eduarda, provavelmente já teria ido embora muito antes. No entanto, ela suportou tudo, ficou ao lado dele por tanto tempo, e ele sequer foi capaz de perceber.

Talvez não houvesse homem mais tolo do que ele neste mundo.

O tempo passou depressa, e logo chegou a tarde de sexta-feira.

Eduarda contou a Franklin que iria jantar com Sabrina e o chefe dela.

Franklin não viu problema. Como era um compromisso profissional, realmente não faria sentido que ele a acompanhasse.

— Você vai ficar bem indo sozinha? Quer que eu te leve? — perguntou Franklin.

— Não precisa, é só um jantar. Eu volto rápido — respondeu Eduarda, enquanto ajeitava o cabelo.

Franklin foi para trás dela e, vendo aquela silhueta delicada refletida no espelho, se inclinou levemente, apoiou o queixo em seu ombro e, virando o rosto para sorrir para ela, disse:

Capítulo 423 1

Capítulo 423 2

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