— Se você ainda pudesse ver, veria agora como eu vou derrubar o seu filho, exatamente como te derrubei naquela época. Irmão, você precisa se lembrar: tudo da família Machado deve ser meu, de Roberto Machado. Nunca será de vocês!
Somente depois de dizer isso, Roberto sentiu um leve alívio no coração.
— Espere e verá, irmão. O Cícero talvez desça logo para fazer companhia a você.
Depois de rir malignamente por um tempo, Roberto limpou a placa de Ricardo, a posicionou no lugar novamente e deixou o memorial.
Do lado de fora, a uma certa distância, o velho administrador esperava. Ao ver Roberto sair, ele se apressou a dizer: — Sr. Roberto, não fique tão triste. Aqueles que já partiram desejam que o senhor viva bem.
Imediatamente, Roberto exibiu uma expressão de tristeza: — Obrigado. Quando eu não estiver em Praia Dourada, peço que cuide bem deles por mim.
— Imagina, Sr. Roberto, é o meu dever.
Roberto assentiu: — Certo. Vou indo, então.
O objetivo de Roberto para aquele dia havia sido alcançado. Como não queria mais atuar, ele saiu direto de Praia Dourada.
Depois que ele partiu, o Sr. Adilson chamou o velho administrador.
— O senhor precisa de algo mais? — perguntou o administrador.
O Sr. Adilson ponderou: — O Roberto já foi, né? Dê uma ligada para o Cícero e peça para os três voltarem a Praia Dourada, diga que é para um jantar.
Imediatamente, o administrador transmitiu a mensagem a Cícero.
Cícero estava lidando com o trabalho em seu escritório na empresa quando recebeu a ligação.
— Certo, iremos à noite.
Depois de desligar, ele verificou as horas. Não era muito tarde. Daria tempo de voltar, buscar Eduarda e Arthur, e irem todos juntos.
No caminho de volta, Cícero ligou para Eduarda, mas ela não atendeu.
Pacientemente, ele tentou ligar mais algumas vezes, mas, sem exceção, ninguém atendeu.
— A senhora está em casa agora? — perguntou Cícero a Damiano Villar, que estava dirigindo.
Damiano tentou se lembrar e disse: — Ela deve estar em casa, a menos que tenha saído por algum imprevisto de última hora.
Ao ouvir isso, Gildo desceu imediatamente do sofá, correu até Cícero e abraçou a perna dele, esfregando-se nela.
— Papai Cícero, eu quero um abraço!
Gildo estendeu os braços, esperando que Cícero o pegasse no colo como sempre fazia.
Mas, dessa vez, Cícero não fez isso. Apenas acariciou os cabelos do menino como forma de consolo.
— Gildo, vá se sentar no sofá por enquanto, eu preciso falar com a sua mamãe.
Gildo não entendia o que estava acontecendo, apenas sabia que o pai não o havia abraçado para brincar como costumava fazer. Ele ficou um pouco chateado, mas foi para o sofá obedientemente, sem gritar nem chorar.
Cícero olhou para Weleska e disse: — Weleska, lembro de ter te falado da última vez: esta é a casa minha e da Eduarda. É melhor você não vir aqui. Eduarda não vai gostar.
Weleska ficou à beira das lágrimas, parecendo muito injustiçada. O choro veio facilmente.
— Cícero, eu só pensei que o Arthur ia gostar dos biscoitos, por isso vim. Nem isso eu posso?
Ela soluçou: — Além disso, o Gildo passou o tempo todo em casa dizendo que sentia saudade do papai Cícero. Vendo o quanto ele queria te ver, eu o trouxe comigo. Não achei que fossemos ser tão indesejados. Sendo assim, nós vamos embora e pronto.

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