— Franklin, Eduarda, vocês estão aqui. — Weleska virou-se para o lado de Pérola. — E quem é essa mocinha? Acho que não nos vimos muito antes.
Pérola soltou um muxoxo frio, ignorando completamente as palavras de Weleska. Ela odiava as falsidades daquela mulher, pensando para quem ela estava fazendo aquele teatrinho.
Weleska continuou falando por conta própria: — Cícero, por que não me avisou quando chegou? Fiquei tão focada em cuidar da Daiane nos bastidores. Nos últimos dias também estive muito ocupada desenhando o vestido dela e não encontrei tempo para te contatar. Você não está chateado comigo, está, Cícero?
Eduarda apenas ficou olhando a proximidade dos dois, sem dizer uma palavra.
Cícero recolheu seu braço discretamente, mantendo propositalmente uma distância de Weleska.
— Obrigado pelo seu esforço em ajudar a Daiane. — disse Cícero, de forma cortês, mas muito distante. Ele olhou instintivamente para Eduarda, esperando que ela não interpretasse nada mal.
Porém, Eduarda parecia não estar nem um pouco interessada no que os dois diziam ou faziam.
Weleska, de repente, ficou muito constrangida. Para tentar salvar sua imagem, ela se agarrou a ele de novo.
— Cícero, nós somos da mesma família, não tem por que falar em esforço. É o que eu deveria fazer.
Assim que ouviu isso, Pérola não conseguiu mais controlar o próprio temperamento.
— Nossa! Sra. Castilho, ou melhor, grande estilista, você tem mesmo uma cara de pau enorme, hein? Não só plagiou e roubou o tecido exclusivo da Eduarda, como ainda tem coragem de dizer em voz alta que faz parte da família Machado? Pelo que me lembro, você não é casada com a família Machado, como é que você é da família? Sua cara de pau não tem limites?
Pérola não queria nem saber. Ela já estava insatisfeita com Weleska há muito tempo e, se não colocasse aquela raiva para fora agora, não aguentaria.



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