Eduarda fez sinal para que Damiano continuasse.
— Você deve saber sobre a investigação que o Evandro e o Sr. Machado estavam conduzindo. Agora, a situação está completamente clara. Nós já tínhamos em mãos evidências capazes de restringir o Vice-presidente Roberto. Em teoria, não havia como falhar, mas...
Damiano pegou o tablet que estava no carro e entregou a Eduarda para que visse.
— A pessoa que detinha as evidências teve um mal súbito anteontem. Depois de ser levada ao hospital, declararam que estava morta.
— Morta? — Eduarda não conseguia acreditar. — Nesse exato momento, que coincidência... Além disso, essa pessoa ainda não tinha nem quarenta anos e sem histórico médico anterior, não é? Como pode ter sido tão repentino?
Damiano assentiu: — O seu palpite talvez esteja certo. Nós também temos fortes suspeitas de que os homens do Vice-presidente tenham agido com o objetivo de fazer essa ameaça desaparecer completamente do mundo, para que nunca mais pudesse falar.
Enquanto Eduarda ouvia aquelas palavras, sentiu um calafrio de pavor.
Ela sabia que no mundo dos negócios todos usavam artimanhas, jogavam sujo e, às vezes, até agiam sem escrúpulos para alcançar seus objetivos. Mas não importava o quanto, ela nunca havia associado as questões comerciais com a vida humana.
Crimes de colarinho branco ainda estavam dentro da compreensão de uma pessoa normal; eles desviavam-se do caminho por disputas de interesses. Contudo, assim que se chegava ao ponto de assassinato por dinheiro, isso já era uma distorção da natureza humana. Pessoas normais não pensariam em tirar a vida de outras.
É claro que isso também era muito chocante para Eduarda. Ela nunca estivera envolvida em algo desse tipo.

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