Por um instante, nenhum dos dois falou nada, como se não pudessem achar qualquer argumento sensato.
Talvez eles não tivessem considerado que também poderia haver divergência de opiniões entre os dois.
No entanto, a verdade é que não existe pessoa no mundo cujos pensamentos e sentimentos estejam perfeitamente alinhados aos de outra.
Após considerar o assunto, Franklin disse:
— Eduarda, não acha que quando você tem esse tipo de pensamento, está sendo injusta comigo também?
Eduarda virou a cabeça e o olhou:
— Eu...
Franklin suspirou, soando impotente:
— Escolhê-la não foi uma decisão momentânea; você está de fato no meu coração, é com você que quero ficar. Não me importa quem você é. Apenas uma coisa nos separaria: se você não quisesse mais seguir em frente comigo. Eduarda, é isso o que você sente?
— Você talvez pudesse fazer uma escolha melhor.
Esta frase simples, cortou o coração de Franklin como um punhal amolado.
A testa de Franklin franziu:
— Não importa as alternativas. Só me interessa se vou passar o resto da vida ao seu lado.
Dessa vez foi Eduarda quem suspirou.
Afinal de contas, nenhum dos dois estava tranquilo o bastante no momento. E havia problemas demais os enredando para terem espaço de se debruçar sobre assuntos do coração.
Enquanto assistia à aproximação do restaurante, Eduarda disse:
— Bom, falaremos sobre isso depois. Vamos comer por enquanto.
Ainda dentro do carro, Eduarda viu Pérola à porta do restaurante, acenando para ela.
Sem saber mais o que falar, Franklin não se estendeu com o assunto.
Assim que desceram do carro, Augusto e Pérola se aproximaram.
— Augusto, você não estava ocupado hoje? — Perguntou Eduarda.
Augusto respondeu:
— Que bom. Quando o Cícero melhorar, não trabalhe mais lá. Volte para nós. Se você quer ser executiva corporativa, a família Barbosa tem a nossa própria empresa. Eu cedo a minha posição a você e lhe dou liberdade total para atuar.
Eduarda, desta vez, chacoalhou a cabeça:
— A gestão de empresas não me interessa muito. Deixe isso com você mesmo.
— Pérola, e você? Teria algum interesse? Você poderia se unir à empresa da nossa família.
Pérola agitou a mão repetidas vezes:
— Não, não, não. Eu não gosto de gerenciar também. Eu só quero ficar ao seu lado com os seus desenhos, Eduarda. Tenho tanto que aprender com você ainda, a não ser que não queira me ensinar mais.
— O que é isso? Estarei satisfeita em a ajudar se mantiver-se comigo; claro, isso se você não detestar o meu trabalho.
Pérola vibrou de alegria:
— Genial! Eu de verdade espero trabalhar com você pelo resto da vida!
— Tudo bem, vamos tomar a sopa quente primeiro. — Augusto e Franklin, simultaneamente, despejaram sopa quente nas cumbucas para as duas. — Vocês não devem esquecer de cuidar da saúde enquanto trabalham.

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