Eduarda deu apenas um sorriso fraco.
"Cícero, você acha que dizer essas coisas ainda tem alguma utilidade?"
Eles já tinham chegado a um ponto em que muitas palavras pareciam incrivelmente pálidas e impotentes.
Cícero parecia já estar acostumado com isso: "Quem pode ter certeza dessas coisas? Mas enquanto houver alguma esperança, eu quero tentar."
Ele tateara no escuro por muito tempo; por mais tênue que fosse a possibilidade, ainda era melhor do que nada.
Não importa quão fraca fosse a faísca, desde que conseguisse segurá-la, ele a protegeria para que continuasse a queimar.
"Eu aconselho que você não desperdice seu tempo com coisas sem sentido."
Os olhos brilhantes de Eduarda pareciam ser capazes de ver através de toda a neblina do mundo, a ponto de Cícero sentir um leve sobressalto.
Cícero respondeu: "Quando se trata de você, nunca é sem sentido."
Eduarda apenas balançou a cabeça, sem dizer nada.
Os dois conversaram sobre mais alguns assuntos de trabalho antes que Eduarda deixasse o escritório de Cícero e retornasse para o seu quarto.
Ao mesmo tempo, a família Castilho estava um caos.
Weleska Castilho não conseguiu ficar parada depois de ver os números negativos no demonstrativo de resultados dos relatórios financeiros do Grupo Castilho.
Leandro retrucou irritado: "Já passou tanto tempo e você ainda não se resolveu com o Cícero. E agora a ex-esposa dele também voltou. E então, ele está decidido a não te querer mais? Você já pensou no seu próprio futuro?"
Eliana apressou-se a impedir: "Não fale assim com a nossa filha. Ela é uma mulher e tem um filho, acha que é tão simples ser aceita pela família Machado?"
Leandro afirmou: "Mas não foi ela quem escolheu isso? Se desde o início tivesse escolhido o Cícero e não aquele Mário Figueiredo, nada disso estaria acontecendo agora."
"Pai! O que o senhor quer dizer com isso? Na época o senhor também concordou que eu me casasse com o Mário, por que agora a culpa é só minha?"
Weleska estava bufando de raiva: "Já que chegamos a esse ponto, não vou esconder de vocês. O Mário entrou em contato comigo há uns dias. Ele me ameaçou, exigindo que eu voltasse para ele, caso contrário, contaria ao Cícero que nós não nos divorciamos e sobre a contabilidade ilícita. Se o Cícero souber de tudo isso, eu nunca mais vou conseguir entrar para a família Machado!"
As pernas de Leandro bambearam no mesmo instante: "S-Sério? O Mário teria mesmo coragem de fazer isso?"

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