Ele era como um viajante cansado que perambulava há muito tempo e que precisava urgentemente do chamado da sua família. Uma simples frase como "volte para casa à noite" já era suficiente para encher seu coração de um calor infinito.
Principalmente por ter vindo de Eduarda, o efeito era ainda mais diferente.
Cícero tinha um sorriso satisfeito no rosto, como se tivesse recebido a melhor promessa do mundo.
Contudo, ele não sabia o que o aguardava.
Dentro do restaurante, Weleska levantou-se ao vê-lo e aproximou-se como de costume.
"Cícero, o trabalho foi cansativo hoje? Faz tanto tempo que não nos vemos. Por que você parece um pouco abatido?"
Cícero manteve certa distância dela, evitando qualquer possibilidade de mal-entendido entre os dois.
Weleska olhou para as mãos vazias e teve certa dificuldade em manter a expressão no rosto, mas acabou conseguindo se controlar.
Ela não podia se desentender com Cícero.
Depois de puxar Cícero para sentar, Weleska sentou-se na frente dele.
"Tenho estado muito ocupada com o trabalho ultimamente e não pude ir ao hospital te visitar. Você não me culpa, não é?"
Cícero tomou um gole de água e disse: "Tudo bem, já estou quase recuperado. Como estão as coisas com a empresa do seu pai?"
Weleska hesitou e por fim decidiu se fazer de coitada: "Não muito bem. Talvez eu ainda precise da sua ajuda."
"O que houve?" perguntou Cícero. "Me conte."
Weleska naturalmente não teve coragem de dizer a verdade: "Os investimentos do papai fracassaram e agora a empresa precisa de uma injeção de capital. O banco se recusou a nos emprestar o dinheiro e estamos tentando encontrar soluções alternativas em particular."
Weleska derramou algumas lágrimas.
"Cícero, sei que não deveria pedir mais nada para você, mas eu realmente não sei a quem recorrer. Pelo nosso passado, não poderia me ajudar mais uma vez?"
Mas ele não conseguia ignorar a mulher em prantos na sua frente.
"De quanto mais a empresa do senhor Leandro precisa?" perguntou Cícero.
Weleska abriu um sorriso de alegria: "Ainda faltam cerca de trinta milhões."
Cícero apertou os olhos; trinta milhões não era o valor que uma empresa daquele porte precisaria de investimento.
Porém, também não valia a pena brigar com Weleska até as últimas consequências por causa disso.
"Weleska, posso te ajudar, mas espero que seja a última vez. Não quero que isso se repita no futuro."
Quando chegasse o momento, ele não teria mais razão para continuar cedendo assim.
Weleska sorriu e concordou várias vezes com a cabeça: "Uhum, vou dizer para o meu pai cuidar bem da empresa. Prometo que não voltarei a pedir dinheiro para você."

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