Esse homem também parecia ter ascendência brasileira. Ele tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Todo o seu corpo emanava uma aura rústica e intimidadora. Eduarda olhou para ele, achando que parecia ainda mais assustador do que os vândalos ali perto.
— Já disse várias vezes que Ravenstone é uma sociedade regida por leis. O crime não é tolerado. Vocês são surdos?
— Desculpe, Heitor, a culpa é nossa. Não fique irritado, a gente só estava dando um oi para a moça. Não tínhamos outras intenções.
— É bom mesmo que seja isso. Sumam daqui. Não me deixem flagrar vocês fazendo esse tipo de coisa de novo!
— Sim, claro! Pode ficar tranquilo! Já estamos indo... vamos, vamos, vamos!
Em um piscar de olhos, aqueles marginais desapareceram de vista.
O homem de cabelos castanhos se aproximou e bateu na porta do carro de Eduarda.
Após uma breve hesitação, Eduarda abaixou o vidro do carro.
A pessoa do lado de fora se apoiou na borda da janela com as duas mãos.
— Destranque a porta. Eu vou te tirar daqui. Caso contrário, você pode passar pela mesma situação novamente.
Ao notar a hesitação de Eduarda, o homem tirou um distintivo do bolso interno.
— Inspetor Heitor Queiroz, da polícia de Ravenstone, militar de nacionalidade brasileira. Posso garantir a sua segurança.
— Agora pode confiar em mim? Abra a porta. Eu vou te levar para fora desta área.
Ouvindo isso, Eduarda destrancou a porta e deixou Heitor entrar no carro.
— Inspetor Heitor, muito obrigada pela sua ajuda. Senão, eu poderia ter entrado numa enrascada de verdade. — Eduarda disse isso virando a cabeça para olhar para ele.
Heitor a encarou de volta: — Não precisa agradecer tanto, mas a sua noção de perigo não é muito aguçada. O que veio fazer em Ravenstone? Está fugindo de dívidas ou de inimigos?
Eduarda respondeu: — Não posso vir aqui só de passagem?

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