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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 861

Distrito Carmesim.

De dia, o Distrito Carmesim não era tão caótico quanto à noite, mas em comparação com as outras áreas da cidade bem vigiadas, ainda era um lugar perigoso.

Esse caos não era pela quantidade de pessoas, mas sim pelo fato de que tudo ali pregava a liberdade. Fumar maconha e usar outras drogas eram apenas o básico. Jogar um ou dois corpos na beira da estrada era comum. Coisas ainda mais obscuras aconteciam ali, que quase ninguém sabia. Resumindo, era uma zona onde a entrada de pessoas comuns era terminantemente proibida de forma absoluta.

A excentricidade de Ravenstone também se revelava nisso: um país rigorosamente controlado pelos militares, que, no entanto, permitia que o Distrito Carmesim existisse sem nunca tentar exterminá-lo.

Isso só podia significar uma coisa.

— Sr. Machado, pela minha análise, o Distrito Carmesim possui ligações com as Forças de Defesa de Ravenstone, possivelmente sendo uma área permitida por eles. Então, quando encontrar a pessoa mais tarde, peço que o senhor tenha bastante cautela. Tente não entrar em conflito. Eles podem não ser muito amigáveis e o senhor não deve se deixar ser afetado por eles.

Cícero apenas olhou pela janela e acenou levemente com a cabeça.

Damiano não sabia ao certo se ele tinha prestado atenção naquilo.

Mas havia uma coisa da qual ele tinha certeza: Cícero faria qualquer coisa por Eduarda.

Seguindo as pistas do detetive particular, Damiano encontrou o local onde o vândalo estava. Era um bar no subsolo.

O ambiente do bar era denso e enfumaçado. Assim que Cícero entrou, chamou a atenção pesada de todos os presentes. A aura que emanava dele era tão destoante daquele lugar, que parecia um deus adentrando voluntariamente uma arena imunda.

Quando encontraram o marginal, ele já estava completamente bêbado e parecia ter usado drogas.

Sem dizer muitas palavras, Cícero fez um gesto para Damiano, que tirou uma sacola cheia de dinheiro em espécie.

— Uma recompensa do chefe para você. Mas você só vai pôr as mãos nisso se fornecer as pistas que ele quer.

Damiano recolheu a mão, e o rapaz acabou agarrando apenas o ar.

O marginal murmurou: — Fala logo, o que querem saber?

Cícero pegou o seu celular e mostrou a foto de Eduarda: — Você a viu, certo? Para onde ela foi na hora?

O rapaz já estava fora de si e nem conseguia ouvir direito o que Cícero estava perguntando.

— Mulher? Claro que está na minha casa! Com uma mulher tão linda assim, se eu não a escondesse em casa, eu daria para outros caras verem? Ei! O que está fazendo...

Capítulo 861 1

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