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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 887

Augusto não tentou esconder e assentiu.

— Sr. Barbosa, o senhor está sendo um canalha!

Pérola quis pular da cama, mas percebeu que não estava vestindo nada, completamente nua. Não era à toa que Augusto a encarava há tanto tempo!

— Onde estão as minhas roupas?

— Rasgadas.

— ... E o roupão?

— Rasgado também.

Linhas pretas surgiram na testa de Pérola: — Suspeito seriamente que você está se vingando de mim.

Augusto não entendeu.

— Qual é a sua de rasgar todas as roupas de uma estilista de moda?

— Coincidência.

— Haha, acha que eu acredito nisso?

Augusto parou de discutir com ela e colocou a comida na mesa de cabeceira: — Quer que eu te dê na boca?

— Eu mesma como.

— Tudo bem, pode comer sozinha.

— Primeiro me arrume uma roupa — Pérola puxou a coberta com cautela. — Vou ao banheiro.

Augusto puxou o próprio roupão: — Vista o meu, eu te carrego até lá.

— Por quê? Eu não quero ser carregada.

Pérola, encolhida sob as cobertas, vestiu o roupão e jurou descer da cama sozinha, mas assim que o pé tocou o chão, uma dor latejante e indizível a fez quase cair de joelhos.

Felizmente, um braço forte a segurou pela cintura a tempo.

— Eu te disse, você não consegue andar direito agora — Augusto disse.

Pérola o encarou, embora o olhar não tivesse força nenhuma, parecendo mais um charme aos olhos de Augusto.

— E de quem o Sr. Barbosa acha que é a culpa de eu não conseguir ficar de pé?

O culpado não se importou, pegou seu corpo macio nos braços e a colocou no banheiro.

As roupas rasgadas ainda estavam lá; Pérola cobriu os olhos ao vê-las.

Era bom nem olhar.

Seu pé moveu algo; pisou no botão arrancado da camisa de Augusto.

Quem o arrancou? Teria sido ela? Ela também estava tão faminta assim...?

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