Augusto Barbosa riu baixinho: — Então para onde você vai amanhã? Eu poderia...
Augusto estava prestes a dizer que poderia ir ao encontro de Pérola no dia seguinte, pois seu assistente já havia lhe enviado as informações dela. Ele queria aproveitar a oportunidade para se encontrar com a família de seu futuro sogro.
— Amanhã eu tenho um compromisso. Vou me encontrar com o filho do Sr. Medeiros, um amigo da minha mãe.
A voz de Augusto Barbosa esfriou imediatamente: — O que você disse? Aonde você vai?
— Fazer compras, comer alguma coisa... Basicamente isso.
— Você vai a um encontro às cegas? — A voz de Augusto ficou ainda mais fria.
— Se você quiser entender assim, tudo bem, mas a verdade é que não vou a um encontro às cegas, estou indo sob ameaças da minha família. Não tenho a menor intenção de desenvolver nenhum relacionamento amoroso com o filho desse Sr. Medeiros. Vou dizer isso a ele amanhã.
E era exatamente isso que Pérola pensava. No dia seguinte, quando conhecesse o rapaz, confessaria suas intenções, para que não perdessem o tempo um do outro. Se pudessem ser amigos, seriam; caso contrário, simplesmente deixariam as coisas por ali.
Do outro lado da linha, Augusto caiu em um longo silêncio.
Ao notar a falta de resposta, Pérola disse: — Você ainda está aí? Então vou desligar, preciso ir descansar.
Pérola nem esperou Augusto falar e já encerrou a ligação.
Ela não tinha ideia de quão sombria estava a expressão de Augusto do outro lado da linha.
A garota estava brincando com ele? Um encontro às cegas? E ela ainda tinha aceitado ir.
Ele achava que não havia nenhuma ameaça, mas em menos de um dia, um pretendente para um encontro às cegas já havia sido arranjado. Seria difícil garantir que não houvesse alguma cerimônia de noivado daqui a dois dias. Augusto Barbosa quase riu de tanta raiva.
A garota realmente não tinha levado as palavras dele a sério.
Pelo visto, ele realmente precisava estabelecer limites claros para ela.

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