Vendo o seu sobrinho agindo como um pequeno adulto, Pérola sorriu aliviada, pegou Dudu nos braços e lhe deu um beijo.
— O Dudu é o menino mais bonzinho de todos...
Dudu devia ser o único menino do mundo que realmente a tratava com sinceridade. Quanto aos outros, Pérola sentia que era impossível ler os corações das pessoas e não ousava mais confiar facilmente.
Pérola estava agachada quando viu um par de pés entrar em seu campo de visão; em seguida, uma silhueta bloqueou o sol ardente à sua frente.
Pérola levantou os olhos. Augusto estava contra a luz, com três ingressos do zoológico na mão esquerda e duas bebidas geladas que comprou na entrada na mão direita. Os raios dourados do sol criavam um contorno iluminado ao seu redor, fazendo-o parecer saído de uma pintura, o que deu a Pérola uma sensação de irrealidade.
— O que está fazendo, amor, me olhando tão distraída? — Augusto lhe estendeu as bebidas. — Para vocês.
Ao voltar a si, Pérola piscou rapidamente e as pegou, entregando uma a Dudu e provando a outra.
— Está doce? — perguntou Augusto.
— Bem doce.
— Gostou?
— Uhum, gostei.
Augusto sorriu, parecendo satisfeito com a resposta:
— Vamos, vamos entrar.
Augusto pegou a mão de Dudu, e Pérola seguiu atrás deles, adentrando o zoológico.
Havia muita gente na entrada do zoológico, e a fila para a verificação dos ingressos estava espremida. Temendo que Dudu fosse imprensado, Augusto o pegou no colo de imediato e, olhando para trás, recomendou que Pérola também tomasse cuidado.
Pérola assentiu.
Ela achava que seria só caminhar devagar por aquela área cheia de gente na entrada, mas não esperava que pessoas barraqueiras cortassem fila bem na sua frente.
— Ei, qual é o seu problema? Não está vendo que estamos na fila? Cadê a educação!
— Como assim sem educação? Eu estava aqui na fila o tempo todo, fui ao banheiro e perdi o lugar, qual o problema de voltar pro meu lugar!

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