Todos os presentes voltaram os seus olhares para Deise.
Palmiro, Victória e os outros ainda se perguntavam por que a luz havia focado nela naquele momento.
Então, a voz de Emerson ressoou mais uma vez:
— Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer publicamente à amiga que nos forneceu esta máquina de segunda geração. Ela é a Deise, a Sra. Paiva.
Um burburinho generalizado tomou conta do salão.
Emerson começou a aplaudir e, em um instante, os convidados irromperam em aplausos estrondosos.
— É ela? Como isso é possível? Ela tem apenas a graduação...
— E, se bem me lembro, ela nem estudou farmácia, não é?
— Será que houve algum engano...
As mesmas pessoas que antes criticavam Deise agora cochichavam entre si, com expressões de pura incredulidade.
Palmiro também não acreditava.
— Como eu invejo a minha cunhada...
A voz carregada de ironia de Victória soou ali perto.
— É muito bom ter ex-colegas para ajudar, assim dá para levar o crédito por qualquer coisa.
As palavras de Victória serviram como um alerta instantâneo para Palmiro.
Aquela bioimpressora de IA integrada provavelmente havia sido modificada por antigos colegas de faculdade de Deise, formados em farmácia.
Emerson devia estar alheio a esse detalhe e, por isso, presumiu erroneamente que o mérito era todo dela.
Palmiro acariciou o queixo, mergulhado em pensamentos.
Com o auxílio daquela bioimpressora de IA aprimorada, o desenvolvimento do novo medicamento contra o câncer pelas mãos de Emerson certamente ganharia um impulso extraordinário.
Além disso, considerando que ele acreditava fielmente que Deise o havia ajudado, talvez aquele fosse, de fato, o momento ideal para o Grupo Marques entrar na jogada.
Percebendo que Palmiro já começava a ficar inquieto de tanta vontade de agir, Deise lançou um olhar discreto para Emerson. Prontamente, ele passou a demonstrar publicamente mais funcionalidades da máquina aprimorada e a anunciar os resultados parciais de suas pesquisas.
Os especialistas presentes já estavam fascinados.
Deise notou que até mesmo Gregory Marques observava os resultados de Emerson sem piscar.
Era apenas uma questão de tempo até que o Grupo Marques decidisse fechar uma parceria com Emerson.
Ao ver Deise virar repentinamente a cabeça para encará-la, Victória sentiu-se confusa.
Os lábios de Deise curvaram-se em um sorriso sutil.
Tudo aquilo devia-se, afinal de contas, a Victória.
Se não fosse pelo caso amoroso de Victória e Palmiro e pela existência daquela filha ilegítima,
como ela teria conseguido arrancar a máscara que Palmiro usara por tantos anos? E como ela teria formulado aquele brilhante plano de vingança capaz de matar dois coelhos com uma cajadada só?
O sorriso no rosto de Deise tornou-se gradualmente sombrio e intimidador.
Ela pretendia esgotar até o último centavo da Família Marques para financiar a sua pesquisa e, no momento em que alcançasse o sucesso, crucificaria Palmiro e Victória no pilar da vergonha sem a menor piedade!
Enquanto desenhava o seu plano de vingança mentalmente, uma comoção na entrada do salão chamou a atenção de Deise.
— O Vice-Diretor Branco, da Bio Universo? O que ele faz aqui?
Deise paralisou por um instante ao ver Adam Branco.
Ela certamente não havia pedido para Emerson convidar Adam.
Adam estava impecavelmente bem-vestido naquela noite. Com um terno branco de alta costura, ele exalava charme e elegância, parecendo a verdadeira encarnação de um príncipe encantado.

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