Assim que Deise entrou no escritório, viu uma mulher de meia-idade que ela não reconhecia agarrando os cabelos de Olívia com uma mão e esbofeteando-a impiedosamente com a outra.
— Sua vagabunda oferecida! Cachorra sem-vergonha! Isso é para aprender a não seduzir o meu marido! Toma! Por que não vai logo rodar bolsinha na esquina, hein?! Fica aqui se fazendo de mocinha trabalhadora, sua puta!
A mulher esmurrava Olívia e gritava os piores insultos possíveis, mas ninguém no escritório tinha coragem de intervir para separar a briga.
O rosto de Olívia já estava inchado feito um balão, e ela chorava descontroladamente em meio às lágrimas e soluços, a voz rouca de tanto gritar.
— Não fui eu... juro que não fui eu...
— Ainda ousa negar?!
A mulher deu mais um puxão no cabelo de Olívia e jogou uma calcinha transparente com pérolas diretamente no rosto dela.
— Encontrei isso aqui no bolso do paletó do meu marido! Eu já contratei até detetive particular, e ele provou que foi você, sua vadia de quinta, que dormiu com o meu marido ontem à noite!
Deise, observando de canto, não precisou de explicações para juntar as peças e adivinhar o que havia acontecido.
Aquela mulher furiosa como uma leoa devia ser a esposa legítima de um dos chefões dos três maiores fornecedores.
E a visita surpresa à empresa tinha um propósito claro: encenar o clássico "esposa batendo na amante".
— Não, essa calcinha não é minha, é sério!
Olívia sentia que ia morrer de tanta injustiça!
O plano da noite anterior era atrair Deise até o quarto, mas do nada ela perdeu a visão e tudo ficou escuro.
Depois disso, não se lembrava de mais nada.
Quando abriu os olhos novamente, acordou por causa da dor.
Percebeu que estava deitada em uma cama de casal, sem roupas e completamente descoberta.
Os diretores Serra, Vidal e Valente — dos três grandes fornecedores — estavam se esbaldando e aproveitando dela.
Ela ficou aterrorizada.
Implorou incessantemente para que a soltassem, dizendo que havia ocorrido um mal-entendido.
No entanto, dominados pelo desejo ardente, nenhum dos homens deu a mínima se fora um mal-entendido ou não.
E assim, ela foi usada e abusada por aqueles três homens mais velhos a noite inteira, sem que ninguém ouvisse os seus gritos de socorro.
Ao chegar à empresa naquele dia, morrendo de medo, ela fora direto procurar Victória.

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