Porém, ela sabia muito bem o quanto Leandro repudiava Deise no início.
— Victória...
Com uma expressão sombria, Palmiro perguntou com a máxima seriedade:
— Você disse que a Deise dormiu com o Leandro. Você tem alguma prova disso?
— Nenhuma.
Victória respondeu com firmeza cortante.
Palmiro franziu a testa, enquanto ela continuava:
— Você mesmo sabe o quanto o Leandro detestava a Deise. Naquele baile de máscaras, eles se enfrentaram abertamente. Mas o que a Deise fez?
— ...
— Ela foi dançar com ele.
— ...
— Esse projeto não tinha absolutamente nada a ver com ela. Ainda assim, de uma hora para a outra, ela aparece no comando da seleção. Se não foi abrindo as pernas, foi como? Que outro truque faria um homem que a odiava começar a comer na palma da mão dela?
— Chega, basta. Não diga mais nada. Deise não é esse tipo de mulher...
Antes que Palmiro terminasse de falar, foi interrompido por um riso amargo de Victória.
— Continue mentindo para si mesmo, então!
Dizendo isso, puxou Beatriz e marchou em direção à saída, sem olhar para trás. A menina virava a cabeça a todo momento, chamando pelo pai, apenas para receber mais repreensões da mãe e chorar ainda mais.
O ambiente ficou vazio e silencioso. Palmiro continuou sentado sozinho na sala, com o coração apertado pela incerteza.
As palavras de Victória não eram de todo absurdas.
Mas...
Deise teria mesmo colocado um par de chifres nele?
Ir para a cama com Leandro apenas para conseguir o controle da seleção e tirar a vaga de Beatriz?
Por mais que tentasse raciocinar, não conseguia acreditar que Deise desceria a esse nível.
Além do mais, Deise o amava.
Remoer aqueles pensamentos o consumiu até que, incapaz de resistir, ligou para ela.

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