O incidente inesperado transformou o local em um caos.
Beatriz empalideceu de susto e fugiu desesperadamente em meio à confusão.
Ela não tinha a intenção de acertar Deise.
O alvo era Mariana.
Porém, sua mãe havia dito que Deise era a verdadeira culpada por ela ter sido substituída como embaixadora.
Pensando por esse lado, Deise merecia ter sido atingida.
No saguão, com as roupas encharcadas de tinta colorida, o traje de Deise estava arruinado.
Mas, mais do que com as próprias roupas, sua maior preocupação era se Mariana havia se machucado.
— Você está bem?
— Estou bem, mas, Sra. Deise, a sua roupa...
Mariana falou com a voz trêmula, prestes a chorar.
Ela sentia que havia causado problemas para Deise.
— É apenas uma roupa, não é nada de mais. Não chore, se borrar a maquiagem você vai ficar feia.
Ouvindo aquilo, Mariana assentiu, esforçando-se para ser forte.
Após acalmar a menina, Deise havia acabado de se levantar quando viu Leandro correndo em sua direção com passos largos.
— Venha, deixe-me limpar isso.
Leandro, com uma expressão de extrema ansiedade, usou um lenço branco como a neve para tentar limpar o rosto e as roupas de Deise, transparecendo um nervosismo exagerado.
Deise sentiu-se um tanto constrangida.
Afinal, havia muitas pessoas observando, e Leandro agia como se fosse seu namorado ou marido.
— Eu mesma faço isso!
— Não precisa, eu te ajudo.
— É melhor eu mesma limpar, não pega bem você fazer isso...
Deise baixou o tom de voz na segunda metade da frase, esperando que Leandro entendesse a indireta.
— E o que é que tem de mais?
Pelo contrário, quanto mais Deise tentava impedi-lo, mais parecia despertar nele um comportamento teimoso.
Sob o olhar de todos, ele simplesmente agarrou a mão dela.
— Vamos! Eu vou te levar para comprar roupas novas.

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