Ao ouvir a pergunta do repórter, os olhos de Deise percorreram o quarto até pousarem em Palmiro.
Palmiro estava com um sorriso radiante de orelha a orelha; bastava um olhar para saber que aquela felicidade não era apenas por Deise ter acordado.
— Sra. Marques, a senhora sabia que o Diretor Marques arriscou a própria vida, invadindo as chamas para tirá-la de lá nos braços?
— O amor entre o Diretor e a Sra. Marques é profundo e comovente.
— A internet inteira está com inveja da Sra. Marques por ter um marido tão devotado, que ama tanto a ponto de não se importar com a própria vida.
— Isso é o auge do amor verdadeiro!
O falatório ruidoso dos repórteres e influenciadores em seus ouvidos deu dor de cabeça em Deise.
Vendo que Deise estava em silêncio desde que acordara, com as sobrancelhas cada vez mais franzidas, Palmiro imediatamente se aproximou para dispersar as pessoas.
— Meus amigos jornalistas e influenciadores, minha esposa acabou de acordar, ela ainda precisa de recuperação e repouso absoluto. Peço que retornem em outro dia para a entrevista. Meu assistente agendará um horário com vocês depois. Por favor, queiram se retirar por agora!
Depois de pedir que todos que não tinham a ver com aquilo saíssem, o quarto finalmente abrigava apenas Deise e Palmiro.
Deise encarava Palmiro fixamente.
Palmiro também olhava para ela, com os olhos transbordando ternura e uma profunda afeição.
Quando havia pessoas por perto, Palmiro encarnava a figura do marido devotado.
Agora que não havia mais estranhos, ele continuava em seu personagem perfeitamente.
Era exatamente por isso que, em quatro anos de casamento, Deise nunca tinha descoberto as traições de Palmiro.
Um caso com a própria irmã adotiva, com quem já tinha uma filha ilegítima de quase cinco anos de idade.

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