Deise percebeu com perspicácia a mudança na expressão de William, mas não desligou o telefone. A voz de Leandro, soando pelo alto-falante, revelava uma seriedade e uma tensão atípicas.
— Hum... Sim... Você quer me encontrar agora?
A pergunta de Deise congelou ainda mais o rosto de William, que já estava frio.
— Porque é uma questão urgente e tenho medo de não conseguir explicar direito por telefone.
O tom de Leandro realmente não parecia o de alguém arrumando uma desculpa para se aproximar dela propositalmente.
Mesmo assim, Deise hesitou.
Do outro lado, William comia silenciosamente o seu macarrão e bebia o seu refrigerante de lichia.
O prato, antes tão apetitoso, parecia ter perdido um pouco do sabor em sua boca.
Quando ele estava prestes a terminar a tigela, Deise encerrou a chamada.
Assim que ela pousou o celular, ouviu a pergunta direta de William:
— Você vai?
Deise ergueu os olhos e, fazendo-se de desentendida, perguntou:
— Ir aonde?
— Encontrar o Leandro.
William também levantou o olhar, e os dois se encararam.
Os grandes olhos brilhantes de Deise piscaram com uma luz maliciosa, como se tivessem percebido o seu ciúme e ela se divertisse com isso.
— Se eu disser que vou me encontrar com o Leandro, você me impediria?
— Não.
William respondeu sem hesitar.
Deise se surpreendeu.
Ele realmente disse que "não"?
Ela não conteve o franzir de testa.
— A essa hora da noite, eu vou te deixar aqui para me encontrar com o seu rival, e você não vai me impedir de forma alguma?
Por mais que pensasse, aquilo não entrava na sua cabeça.
— Você realmente gosta de mim de verdade?
Ao ver Deise esmurrando a mesa de leve e arregalando os olhos, William soltou um riso contido.

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