Victória usou a palavra "família" de propósito.
— Família...
Palmiro também notou, e saboreou a palavra em sua mente.
Família...
Ele ainda tinha uma família?
Na sua casa... não havia sequer a sua esposa.
Palmiro soltou um suspiro pesado.
Ao notar a expressão carregada de Palmiro, Victória sentou-se ao seu lado e começou a acariciar as suas costas com suavidade.
— Não se preocupe. A nossa empresa não está prestes a entrar na bolsa de valores? Quando isso acontecer, você alcançará a liberdade financeira e nós poderemos ficar juntos às claras... Então, nós dois e a Beatriz... seremos uma família de três, muito feliz...
Enquanto falava, Victória não conseguiu evitar que surgisse em sua mente a cena de Palmiro jogando os papéis do divórcio no rosto de Deise, na frente de todos, logo após a abertura de capital do Centro de Saúde Marques.
Só de pensar, sentia uma satisfação imensa!
Enquanto Victória fervilhava de expectativa e entusiasmo, Palmiro, ao seu lado, estava com a cabeça longe e não ouviu uma só palavra do que ela disse.
No fim das contas, ter ido para a cama com Victória não preencheu o vazio e a ausência em seu coração.
Como ele imaginava, ainda precisava ir para a cama com Deise.
Antes, quando não queria pensar em Deise, não sentia nada, mas agora que a vontade de tê-la havia despertado, era como se incontáveis insetos rastejassem pelo seu corpo.
Quanto mais queria e não conseguia, mais agoniado ele ficava.
Em seu transe, virou a cabeça e tomou um susto ao ver o rosto de Victória.
— Por que você ainda está aqui?
Victória paralisou.
— Eu estava esperando para irmos para casa juntos.
— Eu não vou voltar. — Palmiro recusou de imediato.
— Como assim? Você não vai para casa? Então para onde você vai?
— Eu vou... eu vou para a empresa fazer hora extra.

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