Quanto mais Leandro pensava naquilo, mais irritado ficava, a ponto de ranger os dentes de ódio.
Chegava a se arrepender de um dia ter tido uma quedinha por Victória. Além de Victória ter um péssimo caráter, a sua filha também não era flor que se cheirasse.
— Quantos anos ela tem?! Tão pequena e já sabe como fazer mal aos outros, imagina quando crescer? Não, eu de jeito nenhum vou deixar essa história passar em branco!
Leandro esbravejava, indignado.
No entanto, ele não tinha provas.
A própria Mariana havia sido vaga ao contar, já que, na hora, a sua atenção estava totalmente voltada para as luzes da cidade.
Ela sentiu como se tivesse sido Beatriz a empurrá-la, mas não tinha certeza absoluta.
Para piorar, o seu estado emocional ainda estava abalado após ser resgatada quando o incêndio começou.
Mais tarde, depois de voltarem à terra firme, Leandro a levou ao hospital para se recuperar por alguns dias, e só então ela começou a ter coragem de relembrar o que de fato havia ocorrido no navio.
— Me desculpe...
De repente, Deise e Leandro ouviram um pedido de desculpas fraquinho vindo de Mariana.
— Mari, por que você está pedindo desculpas do nada?
— Porque... o que eu disse acabou causando problemas para a Sra. Deise?
— De jeito nenhum!
Deise acariciou o rosto da menina com ternura.
— Muito pelo contrário, isso não me causou problema algum. Na verdade, tudo o que você me contou me ajudou demais!
Ao ouvir as palavras de Deise, Mariana arregalou os olhos, que brilharam de imediato.
— É sério? Eu... eu ajudei a Sra. Deise?
— Sim.
Deise assentiu com convicção, e o sorriso em seu rosto provava a Mariana que não era apenas para consolá-la.
— Muito obrigada, Mari.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico