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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 5

— Foi a filha dela que estava roubando minhas joias e eu a peguei no flagra.

Ao ouvir isso, Victória defendeu-se imediatamente:

— Impossível! A Beatriz nunca faria uma coisa dessas!

— É verdade, mamãe, foi a tia que jogou as joias no chão, eu, eu não sei de nada... A tia é muito assustadora, eu estou com medo...

A menina falava e chorava, fazendo-se de vítima novamente.

Diante daquela dupla de atrizes, Deise riu de raiva.

— Eu joguei? Palmiro, olhe bem para essas joias no chão... São todas relíquias deixadas pela minha mãe!

Quando Deise disse aquilo, o choro de Beatriz cessou instantaneamente.

Palmiro baixou os olhos para o chão, com o rosto transtornado.

— Você é meu marido, estamos casados há quatro anos, é impossível você não saber o quanto eu estimo essas lembranças. E a Beatriz ainda está com a tiara de diamantes favorita da minha mãe na cabeça... Se vocês continuarem negando, vamos chamar a polícia para investigar.

Dito isso, Deise pegou o celular, mas Palmiro segurou sua mão.

— Não é para tanto, não precisa envolver polícia... Deise, me desculpe, eu te julguei mal.

As palavras de Palmiro eram suaves, mas a força de sua mão era bruta.

— A Beatriz é muito pequena, mesmo se você chamar a polícia eles não farão nada com ela. Além disso, ela já sabe que errou...

Enquanto falava, Palmiro lançou um olhar para Beatriz, que imediatamente começou a pedir desculpas com voz chorosa.

— Desculpa tia, eu sei que errei, eu só achei as joias brilhantes e bonitas... Eu prometo que nunca mais vou pegar para brincar, você me perdoa, por favor?

Victória, vendo a situação, concordou:

— É verdade, cunhada, a Beatriz é criança, ela não entende nada!

— É, tão pequena e já sabe roubar coisas dos outros, inverter a culpa e se fazer de vítima. É difícil não pensar que tal mãe, tal filha.

— Chega, chega, vamos deixar isso para lá! Deise, não fique remoendo essas pequenas coisas. Daqui para frente vamos todos morar sob o mesmo teto, precisamos nos adaptar e ter compreensão...

Palmiro se aproximou de Deise e baixou o tom de voz:

— Afinal, você é a cunhada da Victória, faça isso por mim, pode ser?

Deise olhou para Palmiro e deu um grande passo para o lado, distanciando-se dele.

— Quando você me bateu sem nem saber o motivo, você fez isso por mim?

— Deise...

Deise olhou para Victória.

— Quando ela trocou todos os móveis e eletrodomésticos da casa, ela pensou em mim?

Ao sair do prédio, o lado do rosto de Deise onde levara o tapa ainda ardia.

Ela nunca imaginara, nem em seus piores pesadelos, que Palmiro a agrediria.

Desde pequena, nem seu pai jamais lhe batera.

Quanto mais pensava, mais se sentia injustiçada. Deise trincou os dentes de raiva, mas não conseguiu impedir que as lágrimas rolassem.

Enquanto dirigia, ligou para Susana:

— Mande os modelos da sua boate se prepararem, hoje eu vou beber até cair!

— Sem problemas, se eu não fizer você se divertir hoje, eu fecho a boate por um ano, porra.

Ouvindo a promessa de Susana, Deise sentiu-se um pouco melhor.

Ela não aguentava ficar nem mais um minuto naquela casa.

Ela ia se permitir uma farra daquelas.

No entanto, antes mesmo de chegar a Mata Elfa, o telefone tocou de repente.

No visor aparecia o nome Rafael Paiva —

O pai de Deise.

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