Enquanto Deise dirigia para a Creche Sabedoria e Beleza, na matriz da Bio Universo, William chamou seu assistente ao escritório.
— Diretor Branco, o senhor chamou?
Joarez fez uma leve reverência e perguntou respeitosamente.
Diante dele, William mantinha a expressão séria de sempre, frio como uma escultura de gelo.
As mãos, cobertas por luvas de seda branca, estavam entrelaçadas, e seus olhos profundos eram assustadoramente negros.
Apesar de William ser muito bonito, Joarez não ousava olhá-lo por muito tempo.
Havia sempre uma aura opressora em William que causava arrepios.
Sobre o líder máximo da Bio Universo, Joarez sabia muito pouco.
Sabia apenas que...
Desde a primeira vez que o vira, William nunca havia tirado aquelas luvas brancas.
O silêncio imperava no vasto escritório.
Após um longo tempo, a voz profunda e elegante de William finalmente ecoou:
— Quero saber... quem são os inimigos de Deise.
Creche Sabedoria e Beleza.
Quando Deise chegou, Beatriz estava sozinha no corredor.
Ao ver que era ela, e não Palmiro ou Victória, o olhar de Beatriz mudou instantaneamente, como se houvesse um ódio mortal entre as duas.
Deise caminhou devagar até ela. Antes que pudesse falar, Beatriz começou a gritar:
— Eu não quero a titia! Eu quero meu pa... eu quero meu tio.
Ao ver que Beatriz quase deixara escapar algo, um brilho frio surgiu nos olhos de Deise.
— Seu tio não te quer mais.
O rostinho pequeno de Beatriz ficou branco num instante.
— Vo-você está mentindo!
— Por que eu mentiria? Foi seu tio quem me mandou vir aqui fazer o cancelamento da matrícula e mandar você e sua mãe de volta para Cidade Branca.
Assim que Deise terminou de falar, Beatriz abriu o berreiro e começou a chorar copiosamente.
No final do corredor, Palmiro e Victória vinham correndo.
Palmiro não sabia exatamente o que tinha acontecido.
Sabia apenas que, após ter tido tanto trabalho para acalmar Victória e trazê-la à escola, deparou-se com Beatriz jogando areia na professora.
Uma escola do nível daquela não era lugar para ofender os professores.
Palmiro, sem pensar muito, desfez-se em desculpas à professora.
Victória abraçou Beatriz, que chorava de susto, e fuzilou Deise com o olhar.
— Foi você que instigou a Beatriz, não foi? A Beatriz é sempre tão boazinha, jamais jogaria areia na professora!
Ao ouvir a acusação de Victória, o olhar de Palmiro voltou-se imediatamente para Deise.
Era um olhar cheio de suspeita e interrogatório.
Deise não desviou o olhar daquele homem que tanto lhe causava repulsa e disse com seriedade:
— Palmiro, você sabe muito bem que a Beatriz nunca gostou de mim como tia. Se fosse verdade o que a Victória diz, que eu a instiguei, você acha mesmo que a Beatriz me obedeceria?

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