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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 577

Com o olhar gélido, Deise observou em silêncio Gabriela esbravejar em sua direção, gesticulando feito um caranguejo descontrolado.

Gabriela havia notado tudo com clareza momentos antes.

Quando a equipe da vigilância sanitária invadiu o salão de repente, entre todos os presentes, Deise havia sido a única a não demonstrar a menor surpresa. Ela apenas continuou bebendo seu champanhe com a maior calma do mundo, ignorando por completo a presença dos agentes.

— Sua vagabunda, pare de se fazer de desentendida! Você acha que se ficar calada eu não vou saber que foi você quem mexeu os pauzinhos por trás disso tudo?

Assim que Gabriela terminou de falar, o som seco de um tapa ecoou por todo o imenso salão.

Pá!

Metade do seu rosto ficou vermelha instantaneamente, e a dor ardente chegou com um pequeno atraso. Com as mãos trêmulas, Gabriela nem sequer teve coragem de encostar no rosto atingido, ficando em absoluto estado de choque.

Os outros convidados também ficaram de queixo caído.

— Você... você se atreveu a me bater? Eu sou mais velha que você, como ousa me bater?!

Gabriela encarava com incredulidade Deise, que acabara de recolher a mão.

O olhar de Deise permanecia um poço de frieza.

Não havia sequer um pingo de arrependimento pelo tapa desferido; até mesmo a agressividade explícita em seu rosto continuava intacta.

— Uma amante que destruiu a família dos outros ainda tem a cara de pau de exigir respeito por ser mais velha!

— O quê?

— Além de ter uma boca imunda e me desrespeitar, você mereceu cada centímetro desse tapa!

— Você!

Gabriela estava com tanta raiva que sentia os pulmões prestes a explodir!

Sua maior vontade era avançar naquele exato instante e desfigurar o rosto de Deise.

Contudo...

Quando Deise perdia a cabeça, não havia limites para o que ela seria capaz de fazer.

Além disso, os convidados presentes no evento eram clientes essenciais para sua filha. Sob nenhuma hipótese ela poderia se comportar como uma barraqueira descontrolada.

— Cof...

Gabriela limpou a garganta, fingindo recuperar a compostura.

— Eu sou mais velha, não vou me rebaixar ao seu nível. Até porque, tenho muito mais classe que você. Uma marginalzinha como você, dá logo para ver que não teve mãe para te educar...

Antes que pudesse concluir a frase, outro estalo soou. Pá! O barulho reverberou por todo o salão de banquetes.

— Deise, o... o que você vai fazer?

Deise deu de ombros, esboçando um sorriso.

— Eu não vou fazer nada! Só saio de casa com guarda-costas, qual é o grande problema?

— Você ainda tem dinheiro para contratar guarda-costas? — Gabriela apontou para Deise com indignação. — A Família Paiva já foi arruinada por sua causa!

— Eu arruinei a Família Paiva?

O semblante de Deise assumiu uma expressão severa.

Gabriela sentiu um calafrio percorrer seu corpo.

— Enganar e roubar a solução nutritiva exclusiva da Família Paiva, roubar os clientes e a fatia de mercado da Família Paiva, sabotar os projetos da Família Paiva. Não foram você e sua filha que fizeram tudo isso pelas costas? Se a Família Paiva foi realmente arruinada, foi tudo obra das mãos de vocês duas...

Enquanto falava, o olhar de Deise varreu o salão, avaliando todos os convidados ali presentes.

— Ah, claro, e também desse grupinho de velhos amigos da Família Paiva: ingratos, vira-casacas, que se aproveitam da idade e deixam a ganância cegar o bom senso.

Todos aqueles que carregavam o peso na consciência recuaram um passo de forma instintiva, evitando cruzar olhares com Deise.

Deise bateu até ficar satisfeita, humilhou até lavar a alma e, com seus guarda-costas escoltando-a, foi embora de forma imponente e triunfal.

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