Marcelo notou a sutil mudança na expressão de Deise ao ver a caixa, e apressou-se em explicar:
— Não é nada muito valioso, mas se você não aceitar, vou acabar achando que ainda está com raiva de mim...
— E como eu poderia estar com raiva de você? O fato de você não me odiar já é um alívio imenso.
Disse Deise, estendendo a mão para Marcelo.
— Deixe-me ver o que é primeiro!
Ela pegou a caixinha, abriu-a e viu que dentro havia um chaveiro com um pequeno coelhinho de pelúcia.
Deise piscou, surpresa, e viu Marcelo coçar a nuca com um sorriso sem graça.
— Você acha... muito infantil?
— Não, na verdade, é bem adorável.
Deise tirou o chaveiro de coelhinho da caixa.
Embora fosse apenas um chaveiro de pelúcia, o acabamento era bastante delicado. Principalmente o laço rosa amarrado no pescoço do coelhinho, feito com diferentes tecidos e padrões, dando-lhe uma textura charmosa e um toque feminino.
— Me desculpe, eu não tenho muito dinheiro no momento, não poderia lhe dar nada muito caro.
Ao dizer isso, Marcelo abaixou a cabeça profundamente.
— Se me tivesse comprado algo caro, aí sim eu não aceitaria... Esse é perfeito, eu amei.
Deise sorriu para Marcelo e prendeu o chaveiro na alça da sua bolsa.
Marcelo também sorriu, mas o seu sorriso ainda parecia forçado.
Por um lado, estava feliz por Deise ter aceitado o seu presente de desculpas.
Mas, por outro, sentia que a sua lembrança era barata demais.
Marcelo sabia que a bolsa de Deise era muito cara, uma autêntica Hermès, e muito provavelmente, um presente de William.
Na superfície, William era, de fato, apenas um funcionário comum da Bio Universo.
Mas observando as roupas de William e o quão generoso ele era, era fácil deduzir que vinha de uma família com posses, no mínimo um herdeiro rico.

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