Deise: ???
Ela não conseguia evitar sentir que William tinha dado toda essa volta apenas por estar cheio de ciúmes, fazendo uma tempestade em copo d'água, como se preparasse um banquete de pastéis inteirinho só para ter desculpa de mergulhá-los naquele pouquinho de vinagre!
— Só nos seus sonhos!
Deise empurrou William com força e estendeu a garrafa de refrigerante sabor lichia para ele.
Ao pegar o refrigerante, William a escutou perguntar:
— Então você agora também gosta de refrigerante sabor lichia e adora tomar junto com um Lamen de Carne. Foi por minha causa quatro anos atrás, não foi?
— É porque você gosta, então eu também gosto.
Enquanto abria o refrigerante, William respondeu com um tom indiferente.
— Que lábia a sua.
Deise reclamou, mas os cantos da sua boca se ergueram de forma involuntária.
— Se já descansou, pode ir embora. Daqui a pouco eu vou para a empresa.
— E por que você voltou...
— Para deixar isso aqui em casa, é claro! Sair com isso chamaria muita atenção.
William notou Deise apontar para o colar de rubis e diamantes no pescoço.
Aquele colar era de fato chamativo demais, totalmente inapropriado para o ambiente de trabalho.
Mas ostentava um luxo imenso.
Na verdade, Deise queria deixá-lo em casa não apenas porque era excessivamente extravagante e atraía olhares.
Mas também porque, dentre tantas joias valiosíssimas, Paulina Lemos exigira que ela ficasse exclusivamente com aquela peça.
Ela tinha a sensação de que aquela joia carregava um significado oculto.
Ela a guardaria temporariamente, mas, mais cedo ou mais tarde, acabaria devolvendo-a a William e à Família Branco.
Por isso, era essencial que ela a preservasse com bastante cuidado.
Deise tentava tirar o colar, mas lutava para desfazer o fecho.
Nesse instante, através das luvas brancas e sedosas, as pontas dos dedos de William tocaram a mão dela.
O coração de Deise deu um pulo no peito.
— Eu a ajudo.
— ...Tudo bem...

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