Ao escutar aquilo que aparentemente desejava, Marcelo teve suas emoções estabilizadas por um momento, sentando-se de novo para beber.
Susana soltou um longo suspiro.
Pelo jeito Marcelo realmente havia passado dos limites, fazendo um escândalo digno de uma criança imatura.
— O que você disse... que sou melhor que o William... foi do fundo do coração?
Ouvindo a pergunta sussurrada de Marcelo, Susana assentiu, resignada.
— Sim, sim, do fundo do coração, você é melhor que o William, é infinitamente melhor que o William.
Agindo como quem tenta pacificar uma criança em prantos, Susana falou acompanhando o raciocínio dele.
Marcelo ficou em silêncio por um momento e então virou a cabeça para ela, com um sorriso rasgado no rosto.
— ...Obrigado, você é demais...
Tum-tum!
O coração de Susana bateu descompassado por um segundo e ela, de imediato, levou as mãos ao peito.
— Por favor, o que diabos foi isso!
No instante em que essas palavras saíram, viu Marcelo lhe oferecer uma garrafa de bebida.
— Venha, beba comigo.
— Você não pode mais beber.
— Beba comigo, vai...
Ao encontrar aquele olhar embriagado e reluzente de Marcelo, Susana não conseguiu evitar colocar a mão na testa.
Pensar que com toda a sua fama respeitável, um dia acabaria caindo nos encantos da manha de um homem bêbado!
Tomando a garrafa, Susana gritou com uma voz vibrante:
— Certo, por hoje vou fazer a caridade completa e aguentar isso até o fim, vou beber com você até cair!
A noite já ia alta.
Deise estava dirigindo rumo ao hotel que acabara de reservar.
Como não havia consumido álcool naquela noite, ficara encarregada da direção, com William no assento do passageiro e Leonardo desmaiado de tão bêbado no banco traseiro.
— Desculpe pelo incômodo, William, e ainda por cima ter de ajudar a cuidar do Leonardo.

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