—O que é isso? — Perguntei.
— Bom, abra para ver. — Disse o Calvin.
Eu tirei uma caixa do saco de papel. Era uma caixa elegante da Cartier, vermelha escura com detalhes dourados. Ao abrir, vi um lindo colar de jade dentro. O jade tinha um tom verde profundo, e o design era simples, mas bem elegante.
— Calvin, isso é demais. Eu não posso aceitar isso. — Falei, oferecendo o presente de volta para ele. — Eu realmente não quero nada em troca.
Calvin balançou a cabeça e não pegou o presente de volta.
— Por favor, fique com isso. Pense nisso como um agradecimento da minha família por ter salvo o Bill. — Insistiu ele, deixando claro que queria que eu aceitasse o presente.
Acabei pegando no presente, embora estivesse um pouco em dúvida. O Calvin parecia muito sincero, e eu podia ver que ele realmente queria que aquilo fosse um gesto de gratidão.
Justo naquele momento, o celular de Calvin vibrou.
— Com licença, eu preciso atender isso. — Disse ele, se levantando para sair e atender a chamada.
Fiquei segurando na sacola, pensando no rosto sincero do Calvin.
Quando ele voltou, seu semblante estava sério.
— Desculpe, mas eu preciso ir. — Me disse. — Um de nossos clientes precisa da minha ajuda imediatamente.
— Certo, Calvin. Conversamos depois. — Falei, me despedindo.
Enquanto ele se afastava, Calvin olhou para trás e disse:
— Hmm, Serena? Quem sabe podemos conversar mais nos próximos dias?
— Pode ser. — Respondi.
Calvin deu um enorme sorriso, maior do que eu jamais tinha visto no rosto dele.
— Ótimo, eu te ligo. — Disse ele.
Depois que Calvin saiu, segui em direção ao quarto do Bill no hospital. A Doris ainda estava lá, envolvida numa conversa com ele.
— Ah, você está aqui novamente — disse Doris com uma expressão irritada assim que entrei.
Ponto de vista do Bill
— Doris, acho que você deveria voltar ao escritório. Confio que você consegue cuidar de tudo por lá. — Falei para ela.
— Tem certeza? — Perguntou Doris, e eu assenti com a cabeça em confirmação. Enquanto ela se dirigia para a porta, Serena me lançou um olhar penetrante.
Então meus olhos caíram no saco de papel marrom que Serena carregava na mão.
— O que é isso? — Perguntei, curioso.
— Você fez isso?
Ela balançou a cabeça negativamente.
— Não, eu não tive tempo de cozinhar.
Comentei:
— Isso explica. O porco está bem seco.
Ela não gostou do meu comentário. Irritada, fechou a caixa da marmita com força e a colocou na mesa com mais impacto do que o necessário.
— Então, não coma. — Disse ela de forma ríspida.
Ela estava agindo da maneira de sempre novamente. Sinceramente, o que eu fiz dessa vez?
Eu só estava dececionado por ela não ter preparado a comida que trouxe, mas ela já estava realmente me irritando. Ela nunca era assim antes do nosso divórcio. Então reparei no saco de papel Cartier que ela segurava na mão.
Talvez ela estivesse agindo assim porque encontrou alguém novo, alguém rico. Porquê mais ela teria algo da Cartier? Eu sabia que poderia comprar algo ainda mais luxuoso para ela se quisesse.
Sem pensar, minha frustração tomou conta de mim, e eu disse:
— Cartier, hein? Me diga, foi o seu novo sugar daddy que te deu isso?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Divórcio por engano, minha ex-mulher se torna uma CEO