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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais romance Capítulo 167

A viagem para Gana foi totalmente inesperada, e Valentina e Lívia não tiveram tempo de preparar roupas adequadas para o clima local.

Felizmente, as peças que ambas trouxeram para a viagem anterior a Cidade Y eram leves e próprias para a primavera.

Cada uma escolheu um vestido mais fresco para vestir.

Valentina, após a doença, estava visivelmente mais magra. O vestido branco com um leve tom de creme que ela escolheu, com um pequeno decote em V, evidenciava suas clavículas proeminentes.

Ela estava linda, mas sua magreza excessiva era preocupante para alguém que estava grávida.

Lívia a observou por alguns segundos e depois olhou para sua barriga. Sem hesitar, ela colocou a mão sobre o ventre de Valentina e comentou:

— Que grávida de gêmeos é tão magra assim? Quando terminarmos essa missão e voltarmos para Cidade B, vou pedir para a Nina preparar uma boa dieta para você recuperar o peso!

Valentina sempre teve um biotipo magro, mas os últimos acontecimentos, somados ao estresse constante, fizeram com que ela perdesse ainda mais peso em um curto espaço de tempo.

Lívia tirou a mão da barriga dela e suspirou:

— Bom, pelo menos sua aparência tem um lado positivo. Ninguém vai desconfiar que você está grávida.

Valentina permaneceu em silêncio, encarando seu reflexo no espelho. Depois de alguns segundos, levantou a mão e tocou sua barriga de forma instintiva.

Valentina e Lívia desceram para o saguão às oito da manhã.

Eles haviam alugado um carro. Eduardo estava dirigindo, enquanto Lucas ocupava o banco do passageiro.

Lívia segurou o braço de Valentina, abriu a porta traseira e ajudou-a a entrar.

Com todos acomodados, Eduardo deu partida no carro.

— Vamos encontrar um lugar para tomar café da manhã antes de irmos. Ainda está cedo. — Ele anunciou casualmente.

Era realmente necessário comer algo. Valentina passou o dia anterior vomitando e, agora, já sentia fome.

Cinco minutos depois, Eduardo estacionou em frente a uma cafeteria à beira-mar, administrada por brasileiros.

Nos últimos anos, Gana tinha recebido um número crescente de turistas brasileiros, e os proprietários haviam aproveitado essa oportunidade para abrir o negócio.

O dono da cafeteria era extremamente hospitaleiro. O menu oferecia uma variedade de cafés da manhã brasileiros: pães frescos, bolos, croissants, ovos, frutas tropicais, além de café e sucos típicos do Brasil. O aroma e o ambiente faziam qualquer um se sentir em casa.

Valentina pediu um mingau de milho.

Eduardo, que havia escolhido o lugar, pediu um milkshake de amendoim. Enquanto bebia, ele suspirou satisfeito, comentando que o sabor era excelente. Seu comportamento descontraído, no entanto, provocou um olhar fulminante de Lívia.

Sentindo a tensão, Eduardo pigarreou e tentou se justificar:

— Não me olhe assim. É realmente muito bom. Você deveria experimentar!

Lívia mordeu seu croissant com força, sem esconder sua irritação.

— Você acha que está de férias? Valentina foi forçada a vir aqui para cumprir uma missão! Sinceramente, nem consigo ter apetite para comer isso!

Eduardo ficou em silêncio, sem saber como responder.

Enquanto isso, a interação entre Lucas e Valentina era completamente oposta à de Lívia e Eduardo. Os dois estavam sentados frente a frente, mas não trocaram uma palavra ou sequer um olhar.

Valentina estava concentrada em seu mingau, comendo devagar. Mesmo assim, conseguiu terminar cerca de dois terços da tigela.

Lucas também não comeu muito. Ele permaneceu em silêncio, mas seus olhos estavam fixos em Valentina quase o tempo todo.

Por outro lado, Valentina o ignorou completamente. Quando terminou de comer, ela colocou a colher de lado, pegou um guardanapo e limpou a boca.

Depois de levantar os olhos, ela olhou para Lívia, que já tinha terminado e a esperava pacientemente.

As duas trocaram um olhar silencioso e, em perfeita sincronia, levantaram-se e caminharam para fora do restaurante.

Eduardo, observando as duas se afastarem, inclinou-se para Lucas e perguntou em voz baixa:

Chegando ao museu, o carro foi estacionado no pátio.

Depois que todos desceram, o diretor do museu, Davi, um brasileiro, veio correndo recebê-los.

— Sr. Lucas, seja bem-vindo! Que viagem longa, hein? Deve ter sido cansativo!

Davi era o responsável pelo museu, um dos investimentos de Lucas no país.

Ele os guiou para dentro do prédio. Por fora, o museu parecia comum, mas, ao entrar, era possível perceber que era muito mais impressionante.

O museu era inteiramente dedicado a robôs. E não apenas robôs comuns, mas androides incrivelmente realistas.

Valentina olhou para os robôs, e uma ideia começou a tomar forma em sua mente.

— Sra. Valentina, por favor, venha comigo.

Uma jovem funcionária, com um crachá pendurado no pescoço, aproximou-se de Valentina com um sorriso educado.

— Para onde? — Valentina perguntou, enquanto suas mãos instintivamente se fechavam em punhos.

— O Sr. Lucas preparou uma surpresa especial para a senhora. Deixe-me acompanhá-la.

Valentina respirou fundo e olhou para Lívia.

Lívia parecia já ter uma ideia do que estava acontecendo. Se fosse o que ela suspeitava, talvez fosse algo bom para Valentina.

Lívia colocou a mão no ombro de Valentina e a encorajou:

— Vai lá. Eu espero por você aqui.

Valentina assentiu, soltou o braço de Lívia e seguiu a funcionária para dentro de uma sala...

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