Marcos e Jane trocaram um olhar e acabaram soltando uma gargalhada.
Valentina acariciou a cabeça de Marina com um suspiro de resignação e disse:
— Marina, seja educada.
Marina assentiu com firmeza. Em seguida, virou-se para Gabriel e, com muita naturalidade, cumprimentou:
— Oi, irmão, eu sou a Marina.
Gabriel olhou para o rostinho rosado de Marina.
Os traços da menina eram extremamente parecidos com os de Valentina, especialmente os olhos, que pareciam uma cópia exata.
No fundo, Gabriel sentiu um aperto no peito. Ele não conseguia evitar o pensamento de que agora sua mãe tinha uma filha de verdade, uma filha que era dela. Isso o fazia acreditar que ela nunca mais seria como antes com ele. Nem mesmo deixava ele chamá-la de mãe agora.
O nariz de Gabriel começou a arder, mas ele engoliu o nó na garganta. Ele não queria passar vergonha na frente da irmãzinha. Forçando um sorriso, respondeu:
— Oi... Oi, eu sou o Gabriel.
Nesse momento, o celular de Marcos vibrou. Era o motorista que vinha buscá-lo, avisando que já havia chegado.
Marcos abaixou-se e sorriu para Marina.
— Marina, eu preciso ir para casa agora. Nos vemos amanhã, ok?
— Tchau, padrinho! — Marina respondeu, mandando um beijo no ar para ele.
Marcos bagunçou carinhosamente os cabelos da menina e se despediu de Valentina. Ele pegou sua mala e saiu.
Valentina, segurando Marina no colo, entrou na casa. Jane vinha logo atrás, puxando os dois malas.
Gabriel ficou parado na entrada, olhando para as costas de Valentina com uma expressão de tristeza.
Lucas se aproximou e colocou a mão no ombro do filho.
— Não se preocupe. Ela acabou de voltar. Dê um pouco de tempo a ela.
Gabriel abaixou a cabeça e respondeu, com a voz abafada:
— Tá bom.
...
Na sala de estar no térreo, um grupo de mulheres uniformizadas como empregadas domésticas as aguardava. Assim que Valentina entrou, elas disseram em uníssono:
— Bem-vinda de volta, Sra. Montenegro.
Jane levou um susto com a recepção e soltou uma exclamação:
— Por um momento, achei que tinha viajado no tempo e parado numa corte real!
Valentina olhou ao redor. A casa era nitidamente maior que a Villa Monteverde. Na sala, havia até uma área de recreação infantil.
No segundo andar, Valentina abriu a porta do quarto de Marina.
O espaço era todo decorado como um quarto de princesa, com uma paleta em tons de rosa. A cama tinha até grades automáticas que podiam ser ajustadas para a segurança da criança. Era evidente que o ambiente tinha sido cuidadosamente planejado.
Marina adorou o quarto.
— Mamãe, a gente vai morar juntas neste quarto?
Desde que nasceu, Marina sempre dormiu com Valentina.
Valentina colocou a menina na cama e a observou pular animada sobre o colchão.
— Sim, eu vou dormir neste quarto com você. Gostou da ideia?
— Amei! Contanto que eu esteja com você, estou feliz.
Jane apareceu na porta, puxando a mala de Marina.
— Valentina, trouxe a mala da Marina.
Valentina fez um movimento com a cabeça, como se estivesse esperando algo.
— E a minha mala?
— Ah, essa foi a Kelly quem pegou para mim. — Jane respondeu, virando-se para procurar Kelly. — Estranho, ela estava logo atrás de mim agora há pouco...

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