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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais romance Capítulo 501

O choro de Tomas, no fim, acabou despertando o instinto maternal de Lívia. Ela pegou o filho nos braços e caminhou até o sofá. Enquanto o embalava para acalmá-lo, sua voz saiu embargada de emoção:

— Eduardo, você pode sair, por favor?

— Lívia…

— Por favor, sai. — Ela abaixou a cabeça, a voz baixa, quase implorando. — Considera isso um pedido meu.

Eduardo fitou as costas de Lívia, com uma expressão de impotência. Ele sabia que naquele momento não havia mais nada que pudesse fazer, a não ser respeitar a vontade dela.

— Você ainda não jantou. Quer que eu prepare algo pra você? — Eduardo perguntou, tentando quebrar a tensão.

Lívia permaneceu em silêncio. Eduardo suspirou, abriu a porta do quarto e saiu.

Assim que a porta se fechou, as lágrimas de Lívia começaram a cair novamente. Ela levantou a mão e enxugou o rosto com pressa, irritada consigo mesma. Ela odiava esse lado vulnerável, essa facilidade com que as emoções transbordavam. No entanto, ao olhar para o rostinho macio e sereno de Tomas, sentiu o coração amolecer outra vez.

Meia hora depois, Tomas finalmente dormiu profundamente. Lívia, com cuidado, começou a se levantar para colocá-lo no berço, mas a porta do quarto se abriu.

Eduardo enfiou a cabeça pela fresta e perguntou baixinho:

— Amor, o Tomas já dormiu?

Lívia lançou-lhe um olhar rápido, mas não respondeu. Ela se levantou, ainda com Tomas nos braços.

Eduardo entrou no quarto, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho.

— Deixa que eu faço isso. — Ele se aproximou e, com habilidade, pegou Tomas do colo de Lívia.

Tomas, depois de estar alimentado, sempre dormia pesado, indiferente ao que acontecia ao redor.

Eduardo o colocou no berço com delicadeza e ajeitou o cobertor sobre o pequeno corpo do filho.

Lívia, sem dizer uma palavra, virou-se e foi para o banheiro. Seus olhos estavam inchados e doloridos de tanto chorar ao longo do dia. Assim que abriu a torneira para lavar o rosto, ouviu a porta do banheiro sendo aberta.

Ela ergueu a cabeça e viu Eduardo entrando, refletido no espelho.

Nos últimos quatro anos, a intimidade do casal havia se tornado tão profunda que bastava um olhar para que entendessem o que o outro estava pensando.

— Foi você que, sem pedir minha permissão e sem avisar seus pais, segurou minha mão em público e declarou para todo mundo que eu era o seu namorado.

Ela continuava quieta, mas Eduardo não parava.

— E o nosso primeiro beijo? Foi você que veio pra cima de mim. — Ele fez uma pausa, com um tom quase de mágoa. — Até mesmo a nossa primeira vez… Foi você quem insistiu. Eu, pelo menos, queria esperar até a noite de núpcias.

— Eduardo! — Lívia explodiu, avançando para ele com as mãos no pescoço dele. — Cala essa boca! Você acha que, se você não quisesse, eu teria conseguido alguma coisa? Para de bancar o inocente! Quem fingia ser um cavalheiro aqui era você!

— Mas eu queria! Nunca disse que eu não queria…

Lívia estava à beira de perder a paciência.

— Eu vou te matar, Eduardo!

Enquanto ela apertava o pescoço dele, Eduardo aproveitou a situação para abraçá-la com força. Ele estava ficando vermelho, quase sem ar, mas o sorriso malicioso não desaparecia de seu rosto.

— Pode me matar, mas eu nunca vou largar você, amor. Você é a mulher da minha vida, Lívia. Eu te amo!

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