Marcos não teve a menor paciência com Gabriel. Ele o pegou e o jogou no ombro com facilidade, dando um tapa na bunda do garoto.
— Não é à toa que sua mãe não quer mais você, moleque chato!
— Mamãe! Mamãe, me ajuda! — Gabriel chorava e gritava. — Esse homem mau está me batendo!
Por mais que Gabriel chorasse e se debatesse, seu destino não mudou: acabou sendo carregado por Marcos até lá embaixo.
Na calçada, um Maybach estava estacionado. O vidro da janela do assento do passageiro estava abaixado.
Assim que viu o carro, Gabriel começou a chorar mais alto, chamando por Lucas:
— Papai! Papai, me ajuda!
Lucas abriu a porta e desceu do carro, caminhando até eles.
Marcos, sem cerimônia, jogou Gabriel nos braços de Lucas.
Assim que sentiu o conforto do colo do pai, Gabriel se agarrou ao pescoço de Lucas, soluçando baixinho. Seu corpo pequeno tremia levemente enquanto ele se aninhava no ombro do pai, com uma expressão de quem estava completamente arrasado.
Se Marcos não tivesse acabado de levar uma surra de chutes e socos do garoto, quase teria acreditado nessa atuação.
Ele nunca imaginou que Valentina tivesse um filho tão dramático! Um verdadeiro pequeno ator.
Com uma expressão de desdém, Marcos olhou para Lucas e comentou, sem filtro:
— Dr. Lucas, o senhor é tão renomado, vindo da família mais poderosa de Cidade B, mas parece que na educação dos filhos deixou muito a desejar. Confesso que estou surpreso.
Lucas o encarou em silêncio, os olhos escondidos atrás dos óculos brilhando com uma intensidade fria.
Embora fosse a primeira vez que se viam cara a cara, ambos já tinham ouvido falar um do outro.
Lucas ignorou a provocação de Marcos e, com a voz firme, perguntou:
— Valentina não está?
— Está ocupada. — Marcos respondeu, enfiando uma das mãos no bolso enquanto analisava Lucas de cima a baixo. Em seguida, esboçou um leve sorriso e acrescentou. — Tem algo para falar com ela? Se não se importar, posso passar o recado.
Lucas manteve o olhar fixo em Marcos por alguns segundos antes de dizer:
— Diga a ela que os resultados do teste de compatibilidade da medula entre a mãe e o irmão dela já saíram.
Sem esperar mais nenhuma palavra, Lucas virou-se com Gabriel nos braços e entrou no carro.
O Maybach logo se afastou, desaparecendo ao virar a esquina.
Marcos ficou olhando o veículo sumir, seus lábios se curvando em um sorriso frio e irônico.
— Parabéns. A compatibilidade foi confirmada.
Valentina pegou o relatório, e seus olhos imediatamente se encheram de lágrimas.
Ela respirou fundo, piscou várias vezes para clarear a visão, tentando conter a emoção.
Nesse momento, o celular em seu bolso começou a vibrar. O número era desconhecido.
Valentina atendeu. Antes que pudesse dizer algo, a voz de André soou do outro lado:
— Minha querida irmã... Já pensou no que vai fazer para me convencer?
Valentina ficou em silêncio por um instante, surpresa.
André riu, um som amargo e sinistro que parecia sair das profundezas do inferno.
— Você adora bancar a filha perfeita, né? Hahaha...
A risada dele era fria e cruel, e sua voz carregava um tom assustador enquanto continuava:
— Vamos lá, me surpreenda! Mostre até que ponto você está disposta a ir por aquela mulher desprezível! Estou curioso para ver o que você vai fazer dessa vez!

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