Valentina deu alguns passos para trás, tentando escapar, mas Bastian não lhe deu essa chance.
Dois mercenários entraram rapidamente no cômodo, seguraram os braços de Valentina com firmeza e a imobilizaram, impedindo qualquer reação.
Bastian pegou a tigela de ervas e, com as próprias mãos, forçou Valentina a engolir o líquido amargo.
Valentina cuspiu grande parte do conteúdo, mas Bastian, com raiva, jogou a tigela no chão, quebrando-a em pedaços. Ele tirou um lenço do bolso e limpou as mãos, com calma.
— Não tem problema. Amanhã tem mais.
Valentina o encarou, sem xingar ou gritar. Apenas esboçou um sorriso frio, que o irritou ainda mais.
O sorriso dela parecia uma provocação para Bastian. Ele agarrou o queixo dela com força, olhando-a com os dentes cerrados.
— Por que você está rindo? — Ele perguntou, cheio de raiva.
Valentina permaneceu em silêncio, sem responder.
Quanto mais ela o ignorava, mais furioso ele ficava.
— Valentina, estar ao meu lado te causa tanto desgosto assim?
— Sim. — Ela respondeu com firmeza, sem hesitar.
Bastian riu. Não era um riso de diversão, mas de pura frustração.
— Tudo bem. Em breve você não vai mais pensar assim.
Valentina sentiu um frio cortante no coração. Ela não sabia ao certo o que Bastian estava lhe dando para beber todos esses dias, mas tinha certeza de que ele não permitiria que ela morresse tão facilmente.
Ele estava determinado a torturá-la com o que ele acreditava ser amor, transformando sua vida em um verdadeiro inferno.
No fundo, Valentina sabia que estava seguindo o mesmo caminho de Milena, a mãe de Bastian.
Ela fechou os olhos, sentindo o peso do desespero e do medo. Mas, ao pensar que seus filhos estavam finalmente seguros, sentiu uma ponta de alívio.
Como mãe, ela havia feito tudo o que podia para proteger seus filhos.
Valentina desejava estar ao lado deles, vê-los crescer e acompanhá-los em cada etapa da vida. Mas sua própria vida havia saído completamente dos trilhos.
Ela pensou no pior cenário possível: morrer em um país estrangeiro, longe de tudo, enquanto seus filhos se tornavam órfãos.
Mesmo assim, sabia que, com Marcos, Lívia e os recursos financeiros que havia deixado, eles teriam uma vida segura e confortável.
Era triste, mas ao menos não era o pior. O importante era que seus filhos pudessem crescer saudáveis e em paz.
…
Naquela noite, Bastian saiu da fazenda furioso.

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