Lucas passou o dia todo fora e, quando voltou, o céu já estava escuro.
A enfermeira estava de guarda do lado de fora do quarto. Assim que viu Lucas retornar, ela se aproximou rapidamente:
— Valentina acordou por um tempo à tarde. O Eduardo veio vê-la, mas não demorou muito para ela voltar a dormir.
Lucas levantou a mão e massageou as têmporas, tentando aliviar a tensão.
— Obrigado. Pode descansar agora, eu fico com ela. Se precisar de algo, te chamo.
— Tudo bem.
Nos últimos dias, era Lucas quem se encarregava de vigiar Valentina durante as noites.
O quarto estava silencioso. Lucas se sentou ao lado da cama dela.
A luz quente e alaranjada da luminária iluminava suavemente o rosto de Valentina. Ela permanecia de olhos fechados, com a respiração tão leve que mal podia ser ouvida.
Lucas estendeu a mão, tocando delicadamente o rosto dela.
Mesmo em seu sono profundo, Valentina franziu levemente a testa, como se até ali houvesse algum desconforto.
Lucas retirou a mão, olhando para ela em silêncio.
Aquela noite transcorreu tranquila. Valentina continuou dormindo profundamente.
Lucas ficou sentado ao lado dela, sozinho, enquanto a madrugada avançava. Ele permaneceu ali até que o céu começou a clarear com os primeiros tons de um novo dia.
O sol finalmente nasceu.
Lucas esfregou a testa, tentando afastar o cansaço, e levantou-se para sair do quarto.
...
No escritório do diretor do hospital, Lucas estava sentado no sofá.
Eduardo trouxe duas xícaras de café, entregando uma a ele.
— Passou a noite inteira acordado, né?
Eduardo tomou um gole de café e sentou-se no outro sofá, olhando para ele.
Lucas segurava a xícara, e o cansaço da noite em claro era visível em seu rosto. Apesar disso, seus olhos permaneciam focados, carregados de uma tensão constante.
— Quando sai o resultado?

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