Carolina revirou os olhos de forma exagerada e debochada.
— Eu não vou ser vela de vocês dois!
— Você está bêbada. — Valentina comentou, cruzando os braços.
— Não estou! — Carolina abriu uma garrafa de cerveja, despejou o líquido em dois copos e empurrou um deles na direção de Valentina. — Vamos, toma só um pouquinho comigo.
— Desculpa. — Valentina riu sem graça. — Meu corpo ainda está se recuperando...
— Só um copinho! — Carolina levantou um dedo, insistente. — O Lucas não deve te controlar tanto assim, né?
Valentina suspirou, resignada. Ela sabia que Carolina já estava, sim, um pouco alterada.
Diziam que quem estava de mal com a vida acabava se embriagando mais rápido, e Carolina não só estava emocionalmente abalada, como também vinha de um período em que sua saúde estava mais fragilizada. Beber daquele jeito só fazia tudo piorar.
— Você realmente não pode beber mais. — Valentina se levantou, caminhou até Carolina, pegou o copo da mão dela e o colocou de volta na mesa.
Carolina, no entanto, não colaborou. Ela afastou a mão de Valentina e tentou pegar a cerveja de novo.
Valentina se colocou na frente, impedindo-a, e, na confusão, um dos copos de cerveja acabou virando e molhando a mesa inteira.
Foi nesse momento que Lucas chegou, acompanhado de Nicolas.
— Valentina. — Lucas se aproximou, lançando um olhar breve, mas atento, para Carolina, que começava a mostrar sinais de descontrole. — Eu estava vindo para cá quando encontrei o Nicolas. Decidimos vir juntos.
Valentina olhou para Nicolas e disse, com um tom que misturava alívio e preocupação:
— Que bom que você veio. Ela bebeu demais. É melhor você levá-la para casa.
Nicolas assentiu com um movimento de cabeça.
— Me desculpe por te dar trabalho.
— Não foi trabalho nenhum. — Valentina respondeu. — Ela só está assim porque não está bem emocionalmente.
Valentina hesitou por um momento, mas decidiu que precisava dizer o que estava pensando.
— Nicolas, eu sei que os problemas entre vocês dois não são da minha conta. Mas, se você realmente quer fazer esse casamento dar certo, precisa aprender a se comunicar melhor com ela. Além disso, não ache que o amor dela por você te dá o direito de machucá-la ou de tentar controlá-la. Carolina não é só sua esposa. Ela é uma mulher forte, uma empresária de sucesso, a herdeira da família Albuquerque. Ela tem orgulho de quem é, e tem todo o direito de ser assim.

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