Nicolas franziu a testa.
— Não é tão fácil assim engravidar...
— Já que queremos um segundo filho, precisamos planejar direito e assumir total responsabilidade pela criança. — Carolina abriu a sacola do remédio, separou a pílula e, diante de Nicolas, colocou o comprimido na boca. Em seguida, virou-se, pegou um copo de água e tomou o remédio com um gole.
Ela colocou o copo sobre a mesa e continuou:
— Nicolas, eu sei que você está ansioso pelo segundo filho. Também sei que no fundo você tem aquela ideia de “se ela engravidar dessa vez, não terá motivo para recusar”. Aposto que você imagina que, com a desculpa de cuidar da gravidez e do bebê, eu voltaria para ser dona de casa em tempo integral.
O rosto de Nicolas endureceu. Ele abriu a boca para responder, mas, naquela situação, não conseguiu dizer nada.
Carolina não parecia chateada, mas ela também não permitiria que as coisas chegassem a esse ponto.
— Nicolas, eu não exijo que você se importe ou cuide de mim. Mas, por favor, também não me force a viver como a esposa ideal que você imagina. Não podemos apenas encontrar um equilíbrio e ceder um pouco de cada lado?
Nicolas fechou o punho, como se estivesse tentando controlar algo dentro de si.
Os dois se encararam, um silêncio tenso dominando o escritório. Depois de um tempo, ele finalmente soltou o punho.
— Está bem, entendi.
— Obrigada. — Carolina se virou, sentou-se novamente à mesa e voltou para o trabalho.
Nicolas ficou olhando para ela por alguns segundos antes de perguntar:
— E quando vamos ao médico para cuidar da sua saúde?
— Amanhã não tenho nada muito urgente. — Carolina digitava enquanto falava. — Se você tiver tempo, podemos ir amanhã.
— Combinado. — Nicolas disse. — Vamos almoçar juntos?
— Não. — Carolina, sem desviar os olhos da tela, respondeu enquanto continuava digitando. — Tenho algumas reuniões à tarde. Estive fora por um tempo e preciso me atualizar sobre a situação da empresa.
Carolina sempre foi objetiva e firme no trabalho. Ao ouvir isso, Nicolas preferiu não insistir.
…
Por volta das nove da noite, Valentina recebeu um telefonema de Lucas. Finalmente soube que ele estava em Arvandor.
A segurança na região de Arvandor era bem pior do que no país deles, e a ligação estava péssima, cheia de falhas.
— Como o seu sinal pode estar tão ruim assim? — Valentina perguntou, irritada.
— Estou quase entrando na base. O lugar aqui é bem atrasado... O sinal sempre falha. — A voz de Lucas chegava cortada. — Talvez eu fique incomunicável pelos próximos dias... Não se preocupe.
Mas como ela não se preocuparia? Valentina estava aflita, temendo que Lucas, com a desculpa de algum "propósito maior", se colocasse mais uma vez em perigo.
— Tudo bem.
Quando a ligação terminou, Valentina ficou olhando para o celular. Um sentimento estranho de inquietação tomou conta dela.
Ela não conseguia evitar. O passado de Lucas, com suas missões perigosas, a deixava desconfiada. O que ele estaria escondendo? Será que estava novamente envolvido em algo arriscado?
Valentina sabia que, se o grupo dele realmente precisasse, Lucas não poderia recusar.
Ela entendia que ele não tinha escolha, mas, mesmo assim, secretamente esperava que suas suspeitas estivessem erradas, que desta vez não fosse nada perigoso.
Naquela noite, Valentina não conseguiu dormir.
Nos dias seguintes, ela esperou ansiosamente que Lucas entrasse em contato.
Mas o celular dele permanecia fora de área.
Lucas tinha explicado que isso aconteceria, mas o silêncio prolongado, dia após dia, a deixava cada vez mais angustiada.
O tempo passou, e assim que a metade de agosto chegou, Valentina percebeu que já fazia duas semanas desde que Lucas partira.
Duas semanas sem nenhuma notícia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...