A vida de Valentina seguia tranquila, com uma rotina ordenada e sem grandes surpresas.
Até que um dia, as notícias internacionais trouxeram um alerta preocupante: uma epidemia havia surgido em Arvandor.
Valentina tentou ligar para Lucas, mas, como nas vezes anteriores, não conseguiu contato.
Ela passou a noite inteira em claro.
Já estava amanhecendo quando finalmente o celular tocou. Era Lucas.
— Estou bem, mas aqui foi decretado um confinamento. Vai levar um tempo até eu conseguir voltar.
Valentina estava sozinha no quarto. Seus olhos estavam ardendo de tanto passar a noite sem dormir, a voz saía meio embargada.
— Lucas, por favor, cuide-se.
Ela não disse muito mais. Apenas uma coisa:
— Quero que você volte em segurança.
Do outro lado da linha, Lucas sabia que ela estava com medo, provavelmente apavorada. Mas Valentina se segurava, evitando demonstrar toda sua preocupação, talvez por receio de deixá-lo mais ansioso.
— Valentina, me desculpe por te preocupar. Estou bem, as notícias exageraram. As coisas aqui não estão tão ruins quanto dizem. Além disso, estamos sempre dentro da base. A pesquisa do Dr. Félix já está quase finalizada. Logo vou conseguir voltar para casa.
Valentina respirou fundo, sua resposta saiu baixa, mas absolutamente firme:
— Tudo bem, não estou preocupada. Eu vou esperar por você.
…
No início de setembro, as árvores à beira do rio já estavam cobertas de flores.
Lucas ainda não tinha voltado, e Valentina permanecia esperando.
A epidemia em Arvandor estava sob controle. Havia rumores de que isso era graças a um medicamento revolucionário desenvolvido por um laboratório de pesquisa, o mesmo que Lucas havia investido, e onde o Dr. Félix estava à frente.
No dia 8 de setembro, Valentina recebeu mais uma ligação de Lucas.
— Vou voltar para o país amanhã.
O coração ansioso de Valentina finalmente se acalmou. Ela segurou o celular com força, as lágrimas ameaçando cair.
— Que horas é o seu voo? Quero levar as crianças comigo para te buscar no aeroporto.
— Vou te mandar as informações da passagem mais tarde. — Lucas disse com a voz grave. — Na verdade, eu queria fazer uma surpresa, mas preferi te ligar antes para não te deixar esperando ou preocupada por mais um dia sequer.
— Esse telefonema já foi um presente. — A voz de Valentina saiu embargada enquanto segurava as lágrimas. — Lucas, eu e as crianças vamos te buscar. Vamos te levar para casa.
Lucas sentiu o coração apertar de ternura ao ouvir isso. Sua voz ficou ainda mais suave e doce:
— Honestamente, com o que você tem hoje, achar uma parceira seria fácil. Mas, escuta, aquela lá só te vê como irmão.
Dr. Félix franziu a testa e respondeu irritado:
— Não diga bobagens!
Lucas manteve o sorriso no rosto.
— Fica tranquilo, não vou contar nada para ela.
— Não há nada para contar! Ela me trata como um irmão, e é exatamente assim que eu ajo com ela.
— Que alma nobre. — Lucas deu um tapinha no ombro de Félix. — Eu não conseguiria ser como você.
— Chega! Todos sabemos que você e sua “ex-esposa” são almas gêmeas inseparáveis. Não precisa ficar se exibindo para mim. — Dr. Félix afastou a mão dele e ajeitou seu jaleco de maneira exagerada. — E, por falar nisso, vim te avisar que o paciente do quarto 3 pediu para te ver.
Lucas parou por um momento. Um brilho gelado passou por seus olhos.
— Vai falar com ele. — Félix sugeriu com um tom mais sério. — Foi graças a ele que conseguimos desenvolver o medicamento tão rápido.
O tom do cientista era de apelo profissional.
— Ele é responsável por tantas vidas perdidas, é verdade. Isso o torna um criminoso. Mas, em vez de resolver isso com uma execução, usar o conhecimento dele para salvar outras vidas é uma forma de redenção. Para ele, é expiar a culpa. E, para o mundo, é um bem maior. Afinal, não é isso que realmente importa?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...