— Você já soube que eu e a Carolina nos casamos? — Perguntou Nicolas, com um leve aceno de cabeça.
— Ouvi falar pelos meus pais. — Respondeu Yago, sua voz calma. — Já que se casaram, aproveite e faça valer a pena.
Nicolas soltou um risinho sarcástico antes de empurrar a porta do quarto.
— Entre.
Yago assentiu e o seguiu até o quarto principal. O ambiente tinha uma decoração em tons quentes, confortável e acolhedora, deixando clara a atmosfera de um lar de recém-casados.
Yago lançou apenas um olhar rápido pelos detalhes, mas sua atenção logo se voltou para a cama. Carolina estava deitada, ainda desacordada, o rosto tomado por um rubor febril.
Nicolas se aproximou da cama e tocou na testa da esposa.
— Continua muito quente. — Ele murmurou. — Já dei um antitérmico para ela, mas parece que não está funcionando.
— Deixe-me dar uma olhada. — Respondeu Yago, colocando sua maleta de emergência sobre a mesa de cabeceira. — Mediu a temperatura dela?
Nicolas balançou a cabeça.
— Para quê? Com uma febre dessas, medir é perda de tempo.
— Ainda assim, precisamos confirmar a causa da febre. Vamos medir a temperatura primeiro.
Yago, com a calma peculiar de um profissional treinado, colocou uma máscara e luvas estéreis antes de pegar o termômetro. Ele olhou para Carolina, que continuava imóvel na cama, e entregou o instrumento para Nicolas.
— Coloque o termômetro sob o braço dela.
Nicolas pegou o termômetro e, sem reclamar, seguiu as instruções. Ele posicionou o aparelho com cuidado na axila de Carolina e, para evitar que ela se mexesse, manteve a mão pressionando levemente o braço dela.
Enquanto o tempo passava, Yago virou-se de costas, respeitando o momento. Embora a medicina não enxergasse distinções entre gêneros, ele sabia que a presença de Nicolas ali tornava a cautela necessária.
Cinco minutos de espera se passaram em silêncio.
— Quando ela começou a passar mal? — Perguntou Yago, quebrando o silêncio.
— A assistente dela disse que ela foi ao canteiro de obras hoje. Deve ter sido insolação. — Respondeu Nicolas com o cenho franzido.
— Ela foi ao canteiro de obras neste calor insuportável? — Yago ergueu uma sobrancelha, visivelmente incrédulo.
— Você também acha um absurdo, né? — Nicolas soltou uma risada fria. — Ela é sempre assim, teimosa. Já tem a saúde fraca e, mesmo assim, insiste em se mostrar independente. Eu sugeri que ela ficasse em casa como dona de casa, mas ela nem quis ouvir.
Yago franziu o cenho, claramente insatisfeito com o que acabara de ouvir.

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