Com uma febre dessas, é claro que ela desmaiou.
Nicolas franziu levemente as sobrancelhas enquanto olhava para Diana e disse:
— Eu vou cuidar dela. Pode ir para casa.
Diana assentiu com um pequeno aceno.
— Certo.
Nicolas segurou Carolina firme nos braços e a levou para dentro da casa.
Diana observou por um instante antes de desviar o olhar, entrar no carro e ligar o motor. Enquanto segurava o volante, murmurou para si mesma:
— Até que enfim. Parece que o Nicolas sabe ser atencioso... Carolina finalmente tem alguém que se importa com ela.
…
No quarto principal, no segundo andar, Nicolas colocou Carolina cuidadosamente sobre a cama espaçosa.
Carolina franziu um pouco a testa enquanto murmurava de forma inconsciente:
— Água...
Nicolas soltou um suspiro, arrancou a gravata do pescoço e afrouxou os primeiros botões da camisa. Ao mesmo tempo, pegou o celular e ligou para o médico particular da família.
Depois de encerrar a ligação, Nicolas ouviu Carolina continuar a murmurar, pedindo água em repetição. Ele desceu as escadas e voltou em poucos segundos com um copo de água na mão.
Carolina estava febril, claramente entre a inconsciência e o desconforto. Nicolas tentou acordá-la chamando pelo nome, mas ela não reagia. Sem escolha, ele apoiou delicadamente a cabeça dela com uma mão, enquanto segurava o copo com a outra, aproximando-o de seus lábios.
O filho da família Pires raramente cuidava de alguém.
Metade da água caiu pela boca de Carolina, molhando os lençóis, o travesseiro e também a blusa dela. O tecido encharcado colou imediatamente no corpo da mulher. Nicolas observou enquanto Carolina, incomodada com a roupa molhada, movia os braços inconscientemente, puxando o tecido próximo ao peito.
Nesse movimento, uma parte significativa de seu colo ficou exposta, revelando a pele impecável e as curvas perfeitas de seus seios.
Nicolas encarou a cena, os olhos escurecendo involuntariamente, enquanto o pomo de Adão em sua garganta se movia em um reflexo automático.
Carolina tinha o tipo de corpo que beirava a perfeição. Sua pele era incrivelmente lisa; a cintura, fina e elegante; as pernas, longas e bem proporcionadas; e os seios, perfeitamente firmes — do tipo que encaixava exatamente na palma de uma mão masculina.
— Merda! — Nicolas rosnou baixo, desviando o olhar e pousando o copo ruidosamente na mesa de cabeceira.

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