— Olha só, que papo bom é esse?
Uma voz carregada de ironia e sedução ecoou.
Serena Oliveira, deslumbrante num vestido vermelho vibrante, caminhou até eles exalando puro charme.
Vânia arregalou os olhos, disparou para a frente de Cecília e abriu os braços, assumindo uma postura de defesa:
— O-o que você quer?!
Aquela mulher ali tinha acabado de emprestar a lendária "Sombra", a joia da coroa de sua equipe, para aquele lixo do Cesar Gomes.
Tudo bem que, no final, Cesar tinha gritado que Serena e Cecília eram cúmplices.
Mas que tipo de aliada colocaria uma moto de cem milhões em jogo só pra armar um teatro?
Nem ela, a herdeira da família Guimarães, rasgava dinheiro daquele jeito!
E pela forma como Serena tratava Cesar antes, era óbvio que ela era cega e estava a fim daquele traste!
— Calminha, pequena Vânia. Não precisa entrar em pânico, somos do mesmo time. — Serena achou graça da garota e sorriu com malícia.
Ela deu um passo à frente, jogou o braço sobre os ombros de Vânia com intimidade:
— Ai, meu coração... tá doendo de verdade! Aquela era a Sombra, o meu maior tesouro! Eu gastei um tempo absurdo criando ela para bater de frente com a Fantasma! Por mais que eu vá receber a indenização, meu coração de mecânica tá sangrando!
Enquanto falava, fazia um drama exagerado, apertando o próprio peito.
Vânia, desconfortável com o abraço repentino, tentou se soltar.
Mas, ao ouvir as palavras dela, piscou os olhos, meio atônita.
Foi então que ela viu Cecília erguer o olhar para Serena. O tom de voz de Cecília era tranquilo, mas havia um sorriso evidente em seus olhos:
— Chega de drama. Eu te mando os rascunhos do novo design por e-mail em dois dias.
Os olhos de Serena brilharam instantaneamente, e um sorriso de pura satisfação tomou conta de seu rosto.
Ela largou Vânia.

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