No círculo deles, um diploma não era tudo, mas era indispensável.
Ele se preocupava que Cecília fosse alvo de deboches pelas costas no futuro, o que poderia ferir o orgulho de sua filha preciosa.
Claro, tudo dependia da vontade dela.
Se a sua garotinha quisesse estudar, ele moveria céus e terras para ajudá-la.
Mas, se ela não quisesse... então ele faria de alguém um exemplo brutal, cortando o mal pela raiz para garantir que ninguém ousasse rir de sua filha.
Cecília percebeu de imediato o joguinho de Vanessa Rodrigues.
Pelo visto, Vanessa não tinha escutado uma única palavra dos seus avisos.
Cecília curvou os lábios, erguendo o olhar com uma preguiça fria na direção de Vanessa.
Seus olhos eram gélidos, sem qualquer oscilação emocional.
Um calafrio percorreu a espinha de Vanessa, que gaguejou de medo:
— Ir... irmãzinha... eu juro que não quis dizer nada com isso, eu só...
— É, você não quis dizer nada. — Cecília a cortou, a voz letárgica e direta. — Você só queria jogar na minha cara que eu abandonei o ensino médio para exaltar as suas notas perfeitas e se sentir superior.
Ela fez uma pausa, o sorriso se tornando fino e carregado de sarcasmo:
— E aí? O que você espera? Que eu te venere? Ou que eu me sinta tão inferior e humilhada a ponto de arrumar minhas malas e sumir de fininho desta casa?
As palavras diretas perfuraram o coração de Vanessa, escancarando todas as suas intenções ocultas na frente de todos.
O rosto de Vanessa ficou pálido e arroxeado de vergonha. Ela não esperava que Cecília fosse arrancar a sua máscara sem o menor pudor na frente da família.
Ela se levantou apressada, tentando se explicar:
— Não... não é isso! Como você pode pensar isso de mim? Eu só estava pensando no seu bem, pensando no bem desta família! Eu realmente queria te ajudar!
— Não preciso. — Cecília não se deu ao trabalho de continuar dando atenção a ela. Baixou os olhos para o celular que vibrava na mesa.
Ela se levantou:


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