Cecília saiu da mansão com uma mão no bolso, caminhando com a postura relaxada e imponente de quem era dona do mundo.
"Bip! Bip!"
O som de uma buzina ecoou duas vezes.
Uma figura saltou do carro às pressas, acenando loucamente:
— Cecília! Cecília!
O olhar de Cecília pousou no veículo estacionado em frente aos majestosos portões da propriedade: um esportivo azul neon, de linhas aerodinâmicas e cores berrantes, extremamente chamativo.
Depois, ela olhou para as roupas de Isaque Pereira: um conjunto de calça e jaqueta de couro verde fluorescente.
Cecília: ...
Ele parecia um playboy espalhafatoso.
Ainda bem que ele era bonito o bastante pra não ficar ridículo vestido daquele jeito.
— Ahhhh, Cecília! Residencial Prime Vale! Estamos falando do Residencial Prime Vale, o metro quadrado mais caro de toda a Cidade Capital! E esse terreno é no melhor ponto, o mais luxuoso de todos. Olha o tamanho dessa propriedade!
Isaque Pereira não achava que havia nada de errado com sua roupa. Ele esticava o pescoço de forma exagerada, encarando a mansão principal atrás dos portões de ferro forjado. Ele estalou a língua, completamente abismado:
— Cecília, confessa! Quão funda é a conta bancária da sua família?! Tá vendo isso? Cheguei a ficar com os olhos vermelhos de inveja!
Aquele lugar, aquela localização... nem se o coroa dele implorasse de joelhos conseguiria comprar algo ali!
Cecília abriu a porta do carro e sentou no banco do passageiro. Tirou a nova identidade do bolso e balançou na frente dos olhos de Isaque.
Isaque se inclinou. Quando seus olhos bateram no sobrenome impresso no documento, suas pupilas dilataram:
— Cecília Rodrigues?!
Ele ergueu a cabeça num solavanco, perdendo toda a postura brincalhona de antes:
— Rodrigues? O sobrenome da família Rodrigues, a mais rica da Cidade Capital?
Com um movimento ágil dos dedos, Cecília recolheu a identidade para a palma da mão e a guardou.
Foi uma confirmação silenciosa.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.